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[:pt]2017 poderá ser o ano do reinício e reformulação das relações exteriores estadunidenses[:]

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Depois de uma campanha eleitoral marcada por polêmicas, o Presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, se tornou uma grande incógnita no futuro das relações internacionais. Temas polêmicos internos no seu país e assuntos internacionais envolvendo o grau de relacionamento de Washington com importantes autoridades e personalidades no cenário mundial foram grandes destaques para mostrar as incertezas no futuro das relações externas norte-americanas com o mundo. Todavia, isso parece estar mudando nas últimas semanas.

Desde que venceu as eleições, Trump adotou um tom mais amigável para manter as relações com aliados de seu país e, aparentemente, melhorar o relacionamento com outras nações com as quais possui contatos mais tensos e/ou instáveis. São os casos da China e da Rússia, onde as páginas dos noticiários locais aparentam estar mudando, saindo de assuntos envolvendo atritos para temas otimistas, e construindo a imagem de que haverá boas relações com a Casa Branca.

Na primeira quinzena deste mês de dezembro, o presidente Xi Jinping havia se encontrado com o ex-secretário de Estado norte-americano Henry Kissinger, e eles fizeram uma análise positiva no futuro de suas relações. “Aqui na China estamos observando a situação muito de perto e agora estamos em uma transição”, havia dito o Presidente chinês à Kissinger, durante seu encontro na cidade de Beijing.

O fato de a análise não ser negativa vai ao ponto onde a concorrente de Trump na corrida eleitoral era mais questionada: os assuntos de Segurança. Durante toda a campanha eleitoral do republicano, a China era um dos seus principais temas e alvo de ataques verbais, porém, na maioria de seus discursos, o tema envolvia a economia e não as questões de Segurança na Ásia.

Empresas asiáticas estão cada vez mais presentes no mercado dos Estados Unidos, mas não quer dizer que seus produtos sejam fabricados em solo americano, mas, sim, na China, indiferente da empresa ser ou não chinesa. Dessa forma, Trump sempre acusou os chineses por “retirarem” os postos de trabalho dos estadunidenses e por levarem as empresas americanas a migrarem suas unidades de produção para os países asiáticos.

Hillary Clinton sempre foi criticada pela imprensa chinesa e, durante a campanha eleitoral nos EUA, Trump chegou a ser esquecido em certos momentos, pois, para os locais, a candidata democrata ainda é vista como uma das responsáveis pelo aumento das tensões diplomáticas chinesas com seus vizinhos e também com Washington. Kissinger entende que a China deverá ser a prioridade da Casa Branca para promover a manutenção da paz na Ásia e resolver, por definitivo, temas comuns, como é o caso da Coreia do Norte.

Trump passou de uma grande incerteza para se configurar como um novo caminho na China, mas também é questionado em seu país por temas envolvendo a Rússia e o presidente Vladimir Putin.  Acusações de ataques cibernéticos russos, havendo acusações de ajuda direta russa para ele vencer as eleições, dentre outras que foram feitas, ganham as notícias pelo mundo, tanto quanto os problemas envolvendo a escolha da sua equipe, que tem recebido atenção pelos nomes informados, como é o caso de Rex W. Tillerson, escolhido como novo Secretário de Estado.

Tillerson é o diretor da Exxon Mobil, e foi ele quem liderou a entrada da gigante petrolífera na Rússia, deixando muitas pessoas inquietas, pois esse seria um sinal de que, a partir do próximo ano (2017), as relações Washington-Moscou terão um reinício, provavelmente com menos tensão. O raciocínio empresarial do futuro mandatário pode ser que resolva as questões dos problemas de desemprego no país e abra novos mercados em nações menos tradicionais da diplomacia estadunidense.

Trump já demonstra que seu objetivo será conquistar novos mercados para aquecer a dos EUA, usando uma visão de negócios e ofuscando discursos de segurança nacional e segurança global, algo que vem deixando alguns líderes mundiais preocupados, mas, no entanto, vem fazendo com que outros fiquem mais otimistas pela possibilidade de que Washington possa via a se envolver menos em assuntos regionais que não envolvam diretamente os EUA. Esse pode ser o passo de uma transição do planejamento que compreende poder militar e econômico para o que visa a recuperação e o desenvolvimento de novos mercados e de mais consumidores no mundo.

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ImagemDonald Trump” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Donald_Trump#/media/File:Donald_Trump_at_Aston,_PA_September_14th_(Cropped)_2.jpg

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Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

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