LOADING

Type to search

30 dias do desaparecimento dos 43 estudantes mexicanos

Share

Ainda não há rastros dos 43 jovens desaparecidos desde setembro passado, sendo divulgado, no entanto, que eles foram atacados por tiros de policiais e integrantes da organização criminosa Guerreros Unidos, em Iguala, no México. Como sabido, os estudantes haviam se deslocado para uma atividade de arrecadação de fundos para suas atividades políticas. Os alunos desaparecidos são da Escola Normal Raú Isidro Burgos e faziam parte de um grupo de formação de professores rurais conhecido pela constante luta social[1].

Até a data, cerca de 50 pessoas foram presas e estão sob investigação. Fossas encontradas na área de controle do grupo criminoso Guerreros Unidos revelaram 28 possíveis cadáveres que estão sendo examinados para verificar correspondências com os jovens. Milhares de cidadãos da região estão realizando protestos para exigir a localização dos desaparecidos[2].

O maior suspeito pela ação é o prefeito de Iguala, Jose Luis Abarca Velazquez, que, juntamente com a sua esposa, poderia ter ordenado os ataques aos jovens, já que os protestos poderiam afetar um evento político organizado por ele[3].

Uma investigação da Procuradoria Geral da República do México revelou que os estudantes foram detidos pela polícia e depois entregues ao grupo Guerreros Unidos. De acordo com a investigação, eles foram levados para a residência de um dos principais criminosos do grupo, local onde posteriormente foram encontrados os corpos ainda não identificados[3].

Especialistas salientam que está se tornando cada vez mais comum que políticos locais no México criem laços com grupos criminosos. No caso de Iguala, investigações e algumas detenções apontam que o Prefeito e sua esposa frequentemente faziam pagamentos ao grupo em troca de colaborações[3]. O site Insight Crime explica que estes casos “beneficiam as duas partes: enquanto grupos de crime organizado cooptam o Estado a fim de garantir proteção ou desviar recursos, oficiais corruptos se utilizam de grupos criminosos para cometer violência com fins pessoais ou políticos[3].

Diversas organizações de Direitos Humanos, inclusive a Organização das Nações Unidas (ONU) urgem as autoridades do México a incrementar seus esforços para encontrar os estudantes desaparecidos[4]. A ONU salientou a sua preocupação com as várias fossas coletivas na região de Iguala e chama as autoridades mexicanas para conduzir buscas efetivas para identificar os corpos nas fossas coletivas[4]. O caso dos estudantes desaparecidos é uma pequena amostra do constante problema de desaparecimentos no país.

—————————————————————————

Imagem (Fonte):

http://mexico.cnn.com/nacional/2014/10/24/la-onu-urge-a-mexico-a-hacer-mas-para-localizar-a-los-normalistas

—————————————————————————

Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://mexico.cnn.com/nacional/2014/10/25/ayotzinapa-mas-preguntas-que-respuestas-sobre-los-normalistas

[2] Ver:

http://mexico.cnn.com/nacional/2014/10/26/30-dias-38-cadaveres-y-una-incognita-donde-estan-los-normalistas

[3] Ver:

http://www.insightcrime.org/news-briefs/mexico-blames-mayor-wife-in-missing-students-case

[4] Ver:

http://mexico.cnn.com/nacional/2014/10/24/la-onu-urge-a-mexico-a-hacer-mas-para-localizar-a-los-normalistas

[5] Ver:

http://www.newyorker.com/news/news-desk/crisis-mexico-disappearance-forty-three?utm_source=tny&utm_campaign=generalsocial&utm_medium=twitter&mbid=social_twitter

Laura Elise Messinger - Colaboradora Voluntária Júnior 1

Mestre em Relações Internacionais- IHEID (Genebra, Suíça) e Mestre em Estudos Avançados de Organizações Internacionais- UZH (Zurique, Suíça). Bacharel em Relações Internacionais -Unilasalle (Canoas, RS), intercâmbio na UNICAH (Tegucigalpa, Honduras). Especialidades: direitos humanos, direito internacional humanitário, segurança e paz, democratização e América Central. Experiências profissionais: ONU (DPA- MSU), BID (segurança cidadã) e ONG Geneva Call – Suíça.

  • 1

Deixe uma resposta

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.