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34º Operação Antártica (Operantar)

Monah Marins Pereira Carneiro 6 de outubro de 2014
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A Marinha do Brasil dará início nesta semana a 34ª Operação Antártica (Operantar) no continente gelado, para dar continuidade às ações do Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR)[1].

O Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR), que completou 32 anos em janeiro de 2014. Ele nasceu após a adesão do Brasil ao Tratado da Antártica, em 1975[2], e possui como objetivo a realização de pesquisa cientifica de maneira a alargar o conhecimento oceanográfico, biológico e meteorológico sobre a região. Além da Marinha do Brasil, participam desse Programa o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), com o financiamento de pesquisas; o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), com a definição da política científica; o Ministério do Meio Ambiente, que garante o cumprimento das regras internacionais para minimizar o impacto humano naquela região; o Ministério das Minas e Energia, que, pela Petrobrás, fornece combustíveis para todos os meios em operação na Antártica; e o Ministério da Defesa (MD), que atua no Programa por intermédio do Comando da Marinha, planejando as OPERANTAR e financiando o segmento logístico do Programa da Aeronáutica, que realiza voos de apoio.

Além de ser interesse estratégico do país estar na região, por meio da sua diplomacia desenvolve, anualmente, a coordenação política e o apoio aos interesses dos Estados sulamericanos desde 1990, no âmbito da Reunião de Administradores de Programas Antárticos Latinoamericanos (RAPAL), e possui a participação da Argentina, Chile, Uruguai, Equador e Peru[3]. Na última reunião, realizada na Argentina em março deste ano, a Venezuela, como membro observador, assinalou o seguinte agradecimento: “[…] por el apoyo brindado durante la VII Expedición a la Antártida así como también al resto de los países que han apoyado a Venezuela en expediciones anteriores. Señaló que este año finalizaron sus estudios las dos primeras post graduadas en temas antárticos. Destacó que los países latinoamericanos poseen capacidades y profesionales para formar una masa crítica que permita generar conocimiento especializado a fin de tener mayor impacto en el Sistema del Tratado Antártico. En este sentido señaló la importancia de que la RAPAL vea la posibilidad de formar personal especializado en nuestros países, posiblemente a través de estudios de posgrado. Asimismo destacó que existen varios ejes sobre los cuales se construye la integración latinoamericana, representando la ciencia y la investigación un espacio de cooperación muy importante[4].

Dessa forma, após três décadas do Programa Antártico Brasileiro, como aponta Janice Duhá, Coordenadora para Mar e Antártica do MCTI, deve-se cada vez mais ampliar e criar um novo perfil de investimento orçamentário em pesquisa oceânica nacional, que contemple também estudos de base que qualifiquem o bom funcionamento de portos e hidrovias no Brasil[5].

Nesse ínterim, nesta segunda-feira, dia 6 de outubro, haverá uma palestra com Janice Duhá e Segen Stefen sobre a criação e finalidade do Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas e Hidroviárias (INPOH), na Universidade Federal do Rio Grande (RS). Nos moldes de uma Organização Social (OS), este Instituto atuará na coordenação de atividades para o desenvolvimento científico e tecnológico do país e na expansão da base de conhecimentos sobre os oceanos e o seu uso sustentável, com ênfase para o Atlântico Sul[6]. Será um dos tantos passos necessários na formação de uma nação verdadeiramente vocacionada para o mar.

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Imagem (Fonte):

http://commons.wikimedia.org/wiki/Atlas_of_Antarctica

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.defesa.gov.br/noticias/13939-marinha-do-brasil-inicia-a-34-edicao-da-operacao-antartica

[2] Ver:

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/1970-1979/D75963.htm

[3] Ver:

http://www.rapal.org.ar/INFGRAL.HTM

[4] Ver:

http://www.rapal.org.ar/REUNIONXXV/Informe%20XXV%20RAPAL.pdf

[5] Ver:

Antártica, 2048: Mudanças Climáticas e Equilíbrio Global. Editor Alfredo Nastari. 1ºed. São Paulo: Marina Books, 2014.

[6] Ver:

http://www.jornalagora.com.br/site/content/noticias/print.php?id=51153

Monah Marins Pereira Carneiro

Mestranda pelo Programa de Pós-Graduação em Estudos Marítimos (PPGEM) da Escola de Guerra Naval (EGN-CEPE*).É pesquisadora do Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da mesma Instituição onde desenvolve pesquisa em Cenários para a Defesa, na área de Biossegurança. Bacharel em Relações Internacionais pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ-UCAM), onde atua como membro executivo do Grupo de Análise de Prevenção de Conflitos Internacionais (GAPCon), desde 2010. É bolsista pela Fundação EZUTE.

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