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A ausência de autoridades chinesas na reunião do FMI em Tokyo

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Os encontros do “Fundo Monetário Internacional” (FMI) e do “Banco Mundial” que estão ocorrendo nesta semana na capital japonesa, Tokyo, não contam com a presença de um  quadro de autoridades chinesas da área de finanças. Esta ausência está sendo vista como uma forma de protesto chinês contra as ações japonesas em relação as ilhas disputadas no “Mar da China Oriental”.

Tratando do assunto, o ministro dos negócios estrangeiros do Japão, Koichiro Gemba, afirmou estar decepcionado com a ausência dos chineses no encontro. Segundo ele, a atitude pode afetar as relações entre os dois países, além da economia global.

 

No mesmo dia que Gemba se pronunciou para a imprensa que faz a cobertura do Evento, a agência de notícias japonesa NHK realizou uma pesquisa sobre a percepção e opinião da população acerca das relações Japão-China, apurando que 44% dos japoneses esperam uma melhoria nas relações entre ambos os Estados.

Analistas ressaltam que as duas  economias são de extrema importância para a estabilidade econômica regional e quaisquer crises entre elas podem afetar também a economia internacional. Atualmente, na China, em algumas cidades de Taiwan e em “Hong Kong” têm ocorrido um boicote aos produtos japoneses. Além disso, os taiwaneses e chineses continuam enviando barcos patrulhas para a região das “Ilhas Senkaku” (Diaoyu) e também tem sido inexpressivo o número de encontros econômicos e políticos com participação de todos os envolvidos na disputa territorial. Conforme apontam os observadores internacionais, este fato vai afetar as relações diplomáticas destes países, bem como a estabilidade econômica regional.

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Fontes:

Ver:

http://www3.nhk.or.jp/nhkworld/portuguese/top/news07.html

Ver:

http://portuguese.cri.cn/561/2012/10/10/1s157004.htm

Ver:

http://www3.nhk.or.jp/nhkworld/portuguese/top/news02.html

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Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

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