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A expressão Inteligência Artificial (A.I) evoca imagens que remetem ao universo da ficção científica, no entanto, os avanços neste setor são cada vez mais substanciais e já afetam a vida cotidiana. Exemplos da aplicação da inteligência artificial incluem os veículos não tripulados, robôs de conversação (chatbots), drones e algoritmos de busca que vinculam anúncios e publicidade às preferências de cada usuário.

Grandes empresas como Baidu Inc., Alibaba Group, Tencent Holding Ltd. e a Companhia de Eletrônicos e Tecnologia da China (CETC) são alguns dos casos emblemáticos do avanço da A.I neste país. As empresas Baidu e Tencent criaram centros de pesquisa e desenvolvimento designados unicamente para inteligência artificial e a empresa Baidu instalou igualmente um centro desta natureza no Silicon Valley, nos Estados Unidos.

Inicialmente, os Estados Unidos tinham clara vantagem global nas pesquisas e desenvolvimento do setor, entretanto, os recentes avanços da China estão propelindo o país a uma possível redução desta distância competitiva. Em termos ilustrativos, a principal conferência global sobre Inteligência Artificial teve um número quase que idêntico de submissões de artigos e trabalhos científicos de origem chinesa e de origem norte-americana, demonstrando o avanço das pesquisas no gigante asiático. Além disso, estima-se que 731 milhões de pessoas possuam acesso à internet na China, correspondendo a aproximadamente 53% de sua população.

A produtividade das empresas de tecnologia neste país é muito elevada e o ambiente de alta competição faz com que oportunidades de negócios e inovação se esgotem e se renovem rapidamente. Ou seja, o ciclo de negócios na China é atualmente mais rápido do que nos Estados Unidos.

Ressalte-se que a inteligência artificial possui igualmente dimensões estratégicas e militares, podendo alterar o caráter das guerras, através do uso de armas inteligentes, drones e veículos militares não tripulados e a China tem um sólido plano de investimentos em inteligência artificial que se estende até o ano de 2030. Neste processo, as barreiras entre a tecnologia para usos civis e para fins militares podem se tornar mais tênues.

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Imagem 1 Chinês utilizando equipamento de realidade virtual” (Fonte):

https://c1.staticflickr.com/1/454/18908950782_1f0c67c281_b.jpg

Imagem 2 Ciclo de Negócios” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/0/00/Business_Process_Management_Life-Cycle.svg/2000px-Business_Process_Management_Life-Cycle.svg.png

Imagem 3 Drone militar de origem chinesa (veículo não tripulado)” (Fonte):

https://www.flickr.com/photos/[email protected]/8605286164

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Ricardo Kotz - Colaborador Voluntário

Mestrando no programa de Pós Graduação em Relações Internacionais pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), atuando na linha de Economia Política Internacional. Possui especialização em Estratégia e Relações Internacionais Contemporâneas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Graduado em Relações Internacionais pela Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA). Agente consular junto ao Consulado Honorário da França em Porto Alegre, atuando paralelamente no escritório RGF Propriedade Intelectual, no período de 2013-2015.

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