LOADING

Type to search

A China e suas Estratégias para não cair de vez no buraco da crise

Share

Apesar do governo Chinês ainda esperar um crescimento de 8% para este ano, os dados nos indicam uma queda atrás da outra e vários esforços para o Dragão Chinês vão reduzir a sua força de crescimento, embora tudo indique que ele vá ser mantido.

Dados recentes mostram que a China tem sofrido forte queda nas exportações após a crise de crédito no Ocidente que forçou os consumidores americanos e europeus a comprar menos apontando quedas do comércio exterior chinês da ordem de 25,9%.

Preocupada com esta situação no consumo internacional, a China está tomando medidas para fomentar o consumo no mercado doméstico, com o intuito de absorver o excedente de produção.

Além das medidas internas, o governo está utilizando estrategicamente seus quase US$ 2 trilhões de reservas estrangeiras, 3 vezes maior do que toda a reserva européia. Em abril (em sua sexta queda consecutiva), a China tornou-se acionista do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), visando promover negócios com a América Latina e Caribe e financiar em conjunto projetos que tenham apoio de entidades públicas e privadas nos setores de interesse mútuo.

A China havia anunciado em abril que enviaria missões comerciais à Europa e aos EUA (Estados Unidos da América) para auxiliar em suas economias. Podemos vislumbrar mais concretamente a intenção de cooperação na reunião realizada em Pequin, ontem (10 de junho) entre o vice-primeiro-ministro chinês Wang Qishan e o presidente do Conselho Assessor Para a Recuperação Econômica Americana, Paul Volccker, na qual reconheceram que as economias dos dois países estão cada vez mais interdependentes.

Tanto a China precisa de sua economia recuperada, quanto os EUA precisam de ajuda para trabalhar no auxílio dessa meta. Durante a reunião, eles concordaram em fazer esforços concertados para desenvolver o sino-americano projeto “positiva, cooperativa e abrangente relacionamento para o século 21”, que o presidente chinês Hu Jintao e seu homólogo dos E.U.A., Barack Obama, concordaram em construir durante a reunião realizada em abril, na cidade de Londres.

A China percebe mais claramente que se investir na cooperação internacional ela beneficiará os países receptores da ajuda, mas também beneficiará a si própria, pois manterá seu planejamento econômico e conseqüente crescimento.

Daniela Alves - Analista CEIRI - MTB: 0069500SP

Mestre em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Bacharel em Relações Internacionais, jornalista e Especialista em Cooperação Internacional. Atualmente é CEO do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (CEIRI) e Editora-Chefe do CEIRI NEWSPAPER. Vencedora de vários prêmios nacionais e internacionais da área dos Direitos Humanos. Já palestrou em várias cidades e órgãos de governo do Brasil e do Mundo sobre temas relacionados a profissionalização da área de Relações Internacionais, Paradiplomacia, Migrações, Tráfico de Seres Humanos e Tráfico de órgãos. Trabalhou na Coordenadoria de Convênios Internacionais da Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo e na Assessoria Técnica para Assuntos Internacionais da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Governo do Estado de SP. Atuou como Diretora Executiva Adjunta e Presidente do Comitê de Coordenação Internacional da Brazil, Russia, India, China, Sounth Africa Chamber for Promotion an Economic Development (BRICS-PED).

  • 1

Deixe uma resposta

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.