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A China nas refeições brasileiras

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Atualmente, a China é uma das palavras mais pesquisadas entre os brasileiros. Isto ocorre pelo fato de grandes marcas chinesas como a “Jac Motors”, a Huawei e a Lenovo, dentre outras, estarem mais presentes no mercado nacional.

Embora a China tenha este destaque devido aos produtos tecnológicos, poucos brasileiros percebem um produto chinês que está presente também em suas refeições. Recentemente, a “Agência Estado” (AE), publicou uma matéria sobre a importação do “feijão preto”, apresentando dados que comprovam ter os chineses destronado a Argentina como maior exportadora desta commoditie para o Brasil. Atualmente, o gigante asiático é um dos principais exportadores do produto no mundo, tendo como principais destinos o Brasil e o México.

 

Hugo Fujisawa, da “Broto Legal Alimentos”, em entrevista para a AE observa que “hoje o feijão-preto chinês é tão bom quanto o produto argentino. A China conseguiu desenvolver variedades de feijão-preto consumidas nos principais mercados mundiais (Brasil, México e Estados Unidos) com boa produtividade e baixo custo”*.

O preço da saca de 60 quilos de feijão preto de origem chinesa, mesmo quando acrescido do imposto de importação de 10%, ainda chega a ser 20% mais barato que o mesmo volume produzido no Brasil e 15% mais barato que o importado da Argentina.

Como os produtos chineses mantém sua margem mais barata que os produtos dos países sul-americanos também em algumas commodities, vários analistas econômicos argumentam que o melhor negócio ainda é importá-las da China, pois os custos de produção e transporte na região são muito caros comparativamente aos dos chineses.

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Fontes:

* VerAgência Estado”, publicado impresso em 10 de junho no jornal “O Estado de São Paulo” (OESP)

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Ver tambémDiário do Grande ABC” (on line):

http://www.dgabc.com.br/News/5962483/brasil-importa-ate-feijao-preto-da-china.aspx

Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

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