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A COP 21 e a política ambiental norueguesa

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Desde o tempo da 1ª Revolução Industrial, no século XVIII, o homem preocupou-se com o desenvolvimento econômico, com a força bélica, com seu próprio bem-estar, mas esqueceu-se do ambiente em que vivia, do qual retirou recursos para nutrir seus propósitos. Um despertar sobreveio por iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU), por meio da Conferência Mundial sobre o Homem e Meio Ambiente, em Estocolmo, em 1972, com o objetivo de discutirem os problemas da poluição atmosférica, porém às divergências políticas não acarretaram em decisões palpáveis.

Em 1992, teve início a Cúpula da Terra, no Rio de Janeiro, a qual reconheceu a existência de mudanças climáticas e a responsabilidade humana pelas intempéries, sendo expressado tal reconhecimento com a ratificação, por 195 países, da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climática. Após o Rio, adotou-se o Protocolo de Quioto, em 1997, cujo compromisso centrou-se na redução de gases de efeito estufa (GEE), até 2012.

No decorrer do século XXI, a ONU realizou diversas Conferências sobre Mudanças Climáticas (a COP 15 – em Copenhague, a COP 16 – em Cancún, a COP 17 – em Durban, a COP 18 – em Doha, a COP 19 – em Varsóvia, e a COP 20 – em Lima), cujas resultantes somaram-se a uma série de medidas para adequar a luta ambiental à realidade dos países, sobretudo, no tocante a formação de um acordo aplicável a todos, o qual deverá ter concretude na COP 21, em Paris.

Nesta semana, teve começo a COP 21, em Paris, com a urgência de promover uma resolução final sobre a preservação ambiental entre os Estados. O imperativo funda-se nas pesquisas sobre emissões de GEE que indicam um aumento da temperatura global na faixa de 3,7º a 4,8ºC, até 2100. Nestas condições é imprescindível que a meta de redução de GEE esteja completa na faixa de 40% a 70%, até 2050, de modo que, no fim do século, a emissão de GEE esteja próximo de zero. Para alcançar sucesso, os países precisam acordar um mecanismo legal com a intenção de não ultrapassarem a meta de 2ºC de elevação de temperatura, pois, na hipótese de não haver êxito, o planeta estaria sujeito a bruscas mudanças no clima e ao aumento do nível do mar.

Dentro da perspectiva ambiental, destacam-se as políticas internas norueguesas, por meio de uma série de impostos com a intenção de contribuir na diminuição de GEE, sua integração ao regime de comércio de emissões domésticas da União Europeia (UE), com o objetivo de controlar e negociar as metas de emissões entre os membros, e a gestão de florestas no ártico, com o intuito de aumentar a capacidade de absorção de carbono. No âmbito externo, a política de cooperação para o desenvolvimento busca oferecer auxílio aos países em desenvolvimento na preservação de suas florestas e estimular uma economia sustentável.  

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Imagem Cidade no Arquipélago de Svalbard, extremo norte da Noruega” (fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/7/7c/Svalbard_uphill.jpg

Bruno Veillard - Colaborador Voluntário Júnior

Mestrando pelo Programa de Pós-graduação em Sociologia e Política (PPG-SP), e Bacharel em Relações Internacionais pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro vinculado a Universidade Cândido Mendes (IUPERJ/UCAM). Atua na produção de notas analíticas e análises conjunturais na área de política internacional com ênfase nos países Nórdico-Bálticos e Rússia.

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