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De 1o a 12 de dezembro em Lima, no Peru, representantes de mais de 190 Estados estarão reunidos para obterem um novo Acordo Global para reduzir as emissões dos gases de efeito estufa. A primeira semana de debates entre cientistas, diplomatas e representantes da sociedade civil terminou neste último sábado (6 de dezembro) e os documentos e projetos apresentados deverão ser finalizados para apreciação ministerial na próxima terça-feira (9 de dezembro), como aponta Christina Fígueres, secretaria executiva da Conferência, ao declarar: “Se logró avanzar el trabajo a nivel técnico, base fundamental para los futuros acuerdos políticos a tomarse durante la próxima semana con la presencia de presidentes, jefes de Gobierno y ministros de los países parte[1].

Apesar do princípio norteador da Conferência Quadro da Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC) ser “responsabilidades comuns, porém diferenciadas”, ainda persiste o debate sobre o quão permissivas são as regras da convenção para os Estados que desenvolvem suas indústrias e infraestrutura, como são os casos dos Estados emergentes, como o Brasil. A Comissão Econômica para América Latina e Caribe (CEPAL) publicou um vídeo em que aponta a América Central e o Caribe como os mais vulneráveis às mudanças climáticas, apesar de a América Latina como um todo apresentar 9% de emissões contaminantes ao planeta[2]. Nesse ínterim, o Programa das Nações Unidas Para o Meio Ambiente (PNUMA) apresentou na 20° Conferência um informe apontando que, caso a temperatura do planeta supere os 2°C, o custo da adaptação para os Estados em desenvolvimento poderia triplicar entre 70.000 a 100.00 milhões de dólares anuais antes de 2050[3]. Este seria um custo não apenas da mudança do clima, mas da adaptação humana a setores estratégicos que poderão ser afetados, como a agricultura, às correntes marítimas, o aumento do calor e a possível escassez da água. Esse, certamente é o cenário do qual poucos querem participar.

A 20° Conferência das Partes, ou COP20, é observada com poucas expectativas pelos analistas internacionais. Mas o que se pretende ao fim desta é que novas metas de redução de emissões de gases de efeito estufa sejam apresentadas, para que na COP21, a ser realizada em Paris, um novo Acordo seja assinado. O principal Acordo alcançado pelas Conferências, o Protocolo de Quioto, previa o compromisso até 2012[4].

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Imagem (Fonte):

https://info.firstcarbonsolutions.com/Portals/147290/images/climate-change-and-ag-11-resized-600.jpg

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www.elperuano.com.pe/edicion/noticia-cop20-logra-sus-primeros-avances-24538.aspx#.VIR4dDHF-H4

[2] Ver:

https://www.youtube.com/watch?v=q3AdFb7ykCQ&feature=youtu.be

[3] Ver:

http://www.un.org/spanish/News/story.asp?NewsID=31183#.VIR88THF-H4

[4] Ver:

http://jornal.ceiri.com.br/a-politica-climatica-e-a-atuacao-peruana/

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Ver TambémLIMA COP20 \ CMP10 Um Climate Change Conference 2014”:

http://www.cop20.pe/16315/pabellon-peru-es-la-ventana-de-nuestros-recursos-naturales-ante-el-mundo-durante-la-cop20/

Ver TambémOs povos indígenas na COP20”:

http://www.elperuano.com.pe/edicion/noticia-los-pueblos-indigenas-son-protagonistas-la-cumbre-24536.aspx#.VIR4ajHF-H5

Monah Marins Pereira Carneiro

Mestranda pelo Programa de Pós-Graduação em Estudos Marítimos (PPGEM) da Escola de Guerra Naval (EGN-CEPE*).É pesquisadora do Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da mesma Instituição onde desenvolve pesquisa em Cenários para a Defesa, na área de Biossegurança. Bacharel em Relações Internacionais pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ-UCAM), onde atua como membro executivo do Grupo de Análise de Prevenção de Conflitos Internacionais (GAPCon), desde 2010. É bolsista pela Fundação EZUTE.

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