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A crescente influência do Estado Islâmico preocupa a Rússia

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A Federação Russa está preocupada com a crescente influência do Estado Islâmico (EI), afirmou o PortaVoz do KremlinDmítry Peskóv. Diante do fato, ele pediu uma “cooperação internacional[1] sobre o assunto. “É de conhecimento comum que a Rússia tem expressado grandes preocupações com a crescente influência do chamado ‘Estado Islâmico’ e como está expandindo seus territórios na Síria e Iraque[2], declarou Peskóv, acrescentando: “Temos esta preocupação e queremos pedir a todos para cooperarem neste assunto[2].

A Rússia não tem planos de enviar militares para combater o EI na Síria, nem irá participar dos ataques aéreos da coalizão contra posições do EI, informou Peskóv. O PortaVoz declarou ainda que o Presidente da Síria, Bashár Assad, nunca pediu ao presidente Vladímir Pútin que enviasse soldados ao seu país[2].

A Síria vive em estado de guerra civil desde 2011, com Forças do Governo enfrentando vários grupos militantes. De acordo com números da Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 220 mil pessoas morreram e 11 milhões foram desalojadas, em virtude dos confrontos. Os Estados Unidos (EUA) vêm apoiando o que chamam de “Oposição Moderada[3], fornecendo ajuda financeira e carregamentos de armas pequenas. Além disso, uma Coalizão liderada pelos norte-americanos vem bombardeando posições dos grupos radicais islâmicos no país desde o ano passado (2014). Não há relatos de confrontos diretos entre Forças Americanas e o Exército da Síria[3].

A Rússia, por sua vez, alerta contra o apoio a Forças AntiGovernamentais, enfatizando a necessidade de dialogar no país. A Rússia e os Estados Unidos ainda não conseguiram concordar com uma abordagem comum no combate ao Estado Islâmico, manifestou o Ministro Russo das Relações Exteriores, Sergéi Lavróv, depois de seu segundo encontro com o Secretário de Estado dos EUA, John Kerry, ocorrido nos últimos dias. Lavróv acrescentou que ele e Kerry, no entanto, concordaram que autoridades dos dois países irão continuar a trabalhar para encontrar uma “estratégia em comum[4] para lutar contra o “movimento militante islâmico[4].

Destaca-se que a Rússia vem tentando uma reaproximação entre o Governo sírio e países regionais, como a Arábia Saudita e a Turquia, para forjar uma aliança de combate ao Estado Islâmico, que ocupou vastas porções de território em meio à Guerra Civil Síria[4].

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Imagem (Fonte):

http://www.cross.bg/durzhava-islyamska-koalitziya-1476000.html#axzz3i4NmiCbJ

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www.haaretz.com/beta/1.669524

[2] Ver:

http://sputniknews.com/world/20150804/1025393998.html

[3] Ver:

http://www.businessinsider.com/the-us-says-it-will-defend-syria-rebels-with-airpower-even-from-assad-2015-8

[4] Ver:

http://tass.ru/en/world/812349

Wladimír Tzinguílev - Bulgária

De nacionalidade Búlgara, é Mestre em Segurança Corporativa (2012) pela Universidade de Economia Nacional e Mundial (UNSS, Sófia). Atua na área de Segurança Pública, Segurança Corporativa e Diplomacia Corporativa com foco nos países do Leste Europeu, sendo referência em questões relacionadas a Península Balcânica, Turquia e Rússia. Atualmente é jornalista e editor de notícias internacionais da Televisão Nacional da Bulgária (BNT).

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