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A Estônia é um país báltico que conquistou sua independência em 1918, contudo, seu povo passou por diversas crises políticas e institucionais que contribuíram para a fragilidade do Estado. Posteriormente, os estonianos tornaram-se alvo da expansão nazista e soviética até a queda da União Soviética, em 1989. Após o término da Guerra Fria, a Estônia buscou aprofundar laços com seus vizinhos do Leste Europeu e ingressou na União Europeia (UE) e na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), em 2004, com expectativas de consolidar seus interesses internacionais.

Na última quinta-feira, dia 20, a Estônia celebrou 24 anos de Redeclaração de Independência e sua população tem razões para comemorar, pois o país investiu altamente na indústria da Tecnologia da Informação (TI), ao ponto de transformar-se numa eEstônia. Atualmente, o conceito de sociedade digital transbordou na vida de milhares de estonianos de forma a alcançar setores não tradicionais da administração pública e privada de modo a facilitar a eficiência e transparência dos serviços[1].

Hoje, o uso do e-governamentais, eimposto, e-soluções[2] é rotineiro, pois permite aos funcionários e cidadãos acesso a plataformas diversas que possibilitam a assinatura de contratos, registro de empresas, votar em eleições nacionais, acesso a registros médicos, controle de dados pessoais e auxilio à segurança pública[3].

A infraestrutura feita pelo Governo de Tallinn proporcionou um ambiente eficaz para a promoção da qualidade de vida dos estonianos, contudo, o país sofreu um sério ataque cibernético em 2007, por ocasião da remoção de um monumento histórico da Segunda Guerra Mundial, algo que nos recorda sobre a necessidade de prevenção contra os riscos da guerra cibernética[4]. Nesta perspectiva a Liga de Defesa Estoniana (EDL) assinou um Acordo de Cooperação com o Centro de Excelência da OTAN de Cooperação e Defesa Cibernética (CCDCOE) com o objetivo de fortalecer a cooperação entre as organizações.

A EDL é uma organização voluntária de defesa militar com apoio do Ministério da Defesa da Estônia que reúne, sobretudo, especialistas em TI cujo interesse é proteger as “infraestruturas de informação e apoiar os objetivos mais amplos da defesa nacional[5], e o CCDCOE é uma organização militar internacional com sede em Tallinn, cujo propósito é “reforçar a capacidade, cooperação e partilha da informação entre a OTAN, seus países membros e seus parceiros em defesa cibernética[5].

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Imagem Porta de Viru” (fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/e/e2/Puerta_de_Viru%2C_Tallinn%2C_Estonia%2C_2012-08-05%2C_DD_11.JPG/1280px-Puerta_de_Viru%2C_Tallinn%2C_Estonia%2C_2012-08-05%2C_DD_11.JPG

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Fontes Consultadas:

[1] Ver O Governo”:

https://e-estonia.com/the-story/digital-society/government/ (Acesso em: 20.08.2015)

[2] Ver Cidadãos”:

https://e-estonia.com/the-story/digital-society/citizens/ (Acesso em: 20.08.2015)

[3] Ver Segurança Pública”:

https://e-estonia.com/the-story/digital-society/public-safety/ (Acesso em: 20.08.2015)

[4] Ver Cibersegurança”:

https://e-estonia.com/the-story/digital-society/cyber-security/ (Acesso em: 20.08.2015)

[5] Ver O Centro assina um acordo de cooperação com a Liga de Defesa Estoniana”:

http://ccdcoe.org/centre-signs-cooperation-agreement-estonian-defence-league.html (Acesso em: 20.08.2015)

Bruno Veillard - Colaborador Voluntário Júnior

Mestrando pelo Programa de Pós-graduação em Sociologia e Política (PPG-SP), e Bacharel em Relações Internacionais pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro vinculado a Universidade Cândido Mendes (IUPERJ/UCAM). Atua na produção de notas analíticas e análises conjunturais na área de política internacional com ênfase nos países Nórdico-Bálticos e Rússia.

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