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Faltando pouco mais de um mês para o início da “Euro 2012” os organizadores começam a viver a politização do torneio e a possibilidade de boicote. A edição de 2012 do Copa Européia de Futebol terá como sede Polônia e Ucrânia nos meses de junho e julho e tem visto inúmeras críticas vindas de todos os pontos do continente, a começar pelo próprio presidente da UEFA, Michel Platini, que acusa os hoteleiros ucranianos de inflacionarem os preços dos hotéis no período do Torneio.

 

O que antes eram apenas críticas à má fé de empresários da Ucrânia, ganhou o agravante de no dia 27 de abril quatro explosões terem acontecido na cidade de Dnipropetrovsk, deixando 27 feridos, entre eles algumas crianças. O atentando é visto como um agravante da crise política que se instaurou no país desde a prisão da ex-primeira-ministra e líder da oposição Iulia Timochenko, condenada a sete anos de prisão por abuso de poder, podendo ser condenada a mais 12 anos se condenada por “desvio de dinheiro” e “evasão fiscal”.

Os quatro ataques à bomba aconteceram na cidade natal de Timochenko, que na sexta feira, dia 27, foi internada por dores nas costas em uma clínica de Járvik. A ex-primeira-ministra diz ter sido levada a força para a clínica e ter sofrido violência física por parte dos agentes penitenciários.

Enquanto isso, o atual presidente ucraniano Viktor Yanukovich afirma que a série de atentados é um desafio para o país e prometeu uma resposta adequada aos ataques, que aconteceram seis semanas antes do início da Eurocopa. A oposição, em contrapartida, teme que os ataques sejam usados para que o Governo declare “estado de emergência”, banindo a concentração de pessoas e manifestações políticas.

Nos demais países europeus, o tratamento dado à Timochenko já está surtindo resultados contrários ao atual Governo ucraniano. Líderes cancelaram visitas oficiais ao país e José Manuel Barroso, presidente da “Comissão Européia”, e Viviane Reding, “Comissária de Justiça da UE”, já confirmaram que não irão participar da cerimônia de abertura da Competição, que será realizada em Varsóvia, Polônia.

Além dos comissários da UE, a premiê alemã, Angela Merkel, condicionou sua presença no torneio ao destino de Timochenko e com exceção do ministro do Interior, Hans Peter Friedrich, responsável pela política esportiva alemã, os demais ministros da Alemanha foram aconselhados a também não comparecerem ao evento. Além disso, os presidentes da Áustria, Republica Tcheca, Alemanha, Itália e Eslovênia cancelaram suas presenças em uma reunião de líderes do leste e centro europeu que acontecerá em Yalta, Ucrânia, no mês de maio.

Se o boicote à reunião de Yalta for acompanhada por um boicote à Eurocopa, os países europeus deixarão clara sua mensagem de reprovação às políticas ucranianas. Para os organizadores da “Euro 2012”, que tem a sede escolhida desde 2007, fica a preocupação de ter um Torneio sem uma das suas principais seleções (Alemanha), além de ter que assistir de camarote a politização da competição.

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Fontes:

Ver:

http://www1.folha.uol.com.br/bbc/1083759-ameaca-de-boicote-politiza-eurocopa-na-ucrania.shtml

Ver:

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1083156-merkel-condiciona-presenca-na-eurocopa-a-libertacao-de-ex-premie-da-ucrania.shtml

Ver:

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/1083583-ministro-italiano-diz-que-eurocopa-nao-desviara-a-atencao-da-ucrania.shtml

Ver:

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2012/04/opositora-ucraniana-yulia-timoshenko-inicia-greve-de-fome.html

Ver:

http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5743023-EI8142,00-Timoshenko+mostra+lesoes+sofridas+em+prisao+ucraniana.html

Ver:

http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5744275-EI294,00-Retomada+de+julgamento+da+opositora+ucraniana+Yulia+Timoshenko+e+adiada.html

Ver:

http://pt.euronews.com/2012/04/27/dnipropetrovsk-em-panico-depois-de-quatro-exploses/

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