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[:pt]A Guerra da Síria e o Assassinato do Embaixador Russo[:]

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O conflito na Síria tem contado com o apoio da Federação Russa ao Presidente do país, Bashar Al Assad, na medida que países como o Estados Unidos se manifestaram publicamente a favor das manifestações contra o Regime. Entretanto, com a escalada da violência nos protestos, o conflito armado foi inevitável e os grupos rebeldes contra o Governo passaram a ser contundentemente apoiados por países europeus e pelos Estados Unidos, que mandaram suprimentos humanitários aos rebeldes, enquanto a Rússia, se manteve apoiando Bashar Al Assad em meio à crise internacional causada pelo uso de armas químicas no país, auxiliando na destruição deste arsenal.

Após quase seis anos, o cenário é de uma guerra generalizada pelo país, com a ascensão de conflitos no Estado vizinho (Iraque), com atentados terroristas na Europa e com uma das maiores crises humanitária de refugiados da história. A Federação Russa, atualmente, é o país com maior força militar presente no conflito sírio, com tropas terrestres e Porta-Aviões estacionado, o qual fornece apoio aéreo e forças especiais. A Rússia tem ajudado com as tropas terrestres a manter as regiões tomadas pelo Exército do Governo sírio, especialmente com o apoio aéreo atacando áreas estratégicas de suporte vital aos rebeldes, com as Forças Especiais recuperando áreas estratégicas de postos avançados e com o preparo para possíveis capturas de lideranças.

Esse apoio da Rússia a Assad tem custado além de alguns bilhões de Rublos aos cofres da Federação Russa, a vida de cidadãos que apoiam a revolução dos rebeldes, que estocam alimentos, suprimentos médicos, cuidam dos feridos etc. Na maioria das vezes, o combate é com reconhecimento de combatente e linha de frente, mas, por se tratar de um conflito urbano, muitas das vezes em bairros que os próprios rebeldes residiam, torna-se complicado dividir o que é civil e o que é grupo rebelde paramilitar, uma vez que os grupos se utilizam do suporte dos civis para se esconder ou até guardar munições.

Dessa perspectiva, é possível dentro dessa lógica de guerra, a inevitabilidade da morte de inocentes. E os rebeldes estão creditando as mortes inocentes na conta de Assad e seus apoiadores, logo, a Federação Russa, por consequência direta. Dentro ainda dessa lógica, se pode entender que foi esta a razão apresentada pelos envolvidos no assassinato do embaixador russo na Turquia, Andrei Karlov’s, que está sendo considerado pela Rússia como um atentado terrorista, posição que também é compartilhada por analistas e outros países pelo mundo, uma vez que ex-policial turco gritava, para ecoar, palavras de ordem “não se esqueçam de Aleppo (cidade Síria)”.

O Governo de Assad está ganhando as batalhas, mas fica o questionamento de se ganhará esta guerra, bem como qual país existirá ao fim dela. Existe um ditado político segundo o qual, existem várias maneiras de se ganhar e perder uma disputa: Se pode ganhar perdendo; ganhar ganhando; ou perder ganhando; e perder perdendo. Uma leve reflexão sobre a questão na Síria coloca o mundo em uma posição difícil de análise, mas a maior probabilidade é de que ninguém sairá ganhando dessa guerra sanguinária e a conta já está começando a ser cobrada.

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ImagemThe body of the pilot of the Russian Su24 that was shot down by Turkey at Chkalovsky Airport in Russia, 30 November 2015” / “O corpo do piloto do russo Su24, que foi derrubado pela Turquia, no aeroporto Chkalovsky, na Rússia, em 30 de novembro de 2015” (Tradução Livre)  (Fonte):

https://en.wikipedia.org/wiki/Russian_military_intervention_in_Syria#/media/File:Repatriation_of_Oleg_Peshkov%27s_body_at_Chkalovsky_Airport_(6).jpg

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Daniel Costa Sampaio - Colaborador Voluntário Júnior

Pósgraduado em Ciência Política (IUPERJ) e Bacharel em Relações Internacionais (UCAM). Experiência profissional em Representação Comercial e atualmente Gerente de Projetos e Novos Negócios na Prefeitura do Rio de Janeiro. No CEIRI Newspaper escreve no grupo Europa desde março de 2013, em que desenvolve publicações com ênfase na Política Externa Russa.

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