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A expansão das atividades do Estado Islâmico (EI) ganhou atenção internacional[1] a partir de 2014, depois de estabelecer o controle em Raqqa, cidade na Síria considerada o território do Estado Islâmico (EI). Os jihadistas instituíram uma força policial feminina, a temida Al-Khansaa,  que se tornou um de seus braços mais repressores, cujo objetivo inicial era ajudar os homens na revista de pessoas e desmascarar fugitivos disfarçados de mulheres. No entanto, o EI, em virtude do sucesso de atuação da Al-Khansaa, expandiu as atribuições destas “mulheres policiais”, que se tornaram as fiscais da moral nas ruas de Raqqa, abordando as civis com truculência e punindo duramente aquelas que consideram como violadoras da Sharia, Lei Islâmica, que ganhou interpretação extremista pelo EI.

A abordagem da AlKhansaa[2] é agressiva e cerceia os direitos dos cidadãos nas ruas de Raqqa. As “mulheres policiais” invadem escolas nos arredores da cidade e prendem estudantes, além de professoras e funcionárias por usarem véus transparentes e por terem prendido o cabelo com a intenção de mostrar o rosto. Após serem presas, todas permanecem encarceradas por 6 horas e recebem 30 chicotadas. De acordo com o site Syria Deeply[3], uma mulher que fez parte do grupo e conseguiu fugir para a Turquia relatou que a Al-Khansaa é formada por 30 participantes que são responsáveis por patrulhar as ruas de Raqqa, com atenção especial às roupas usadas pelas civis. É proibido mostrar os olhos ou usar vestimentas justas, bordadas ou coloridas e a execução da pena é feita por uma mulher chamada Umm Hamza, conhecida em Raqqa como uma das militantes mais violentas da AlKhansaa.

O EI, além do seu Exército Feminino, adota atitudes diferentes com relação às mulheres iraquianas e com as mulheres migrantes. As mulheres consideras hereges são trocadas e oferecidas como prêmio para combatentes jihadistas. Em Mosul, no Iraque, as mulheres[4] são vendidas como escravas sexuais e a maioria são menores de idade. Para as mulheres muçulmanas que migram para o território controlado pelo grupo, o EI tem grandes planos para exercer um papel-chave na construção do pretenso califado. Ao contrário do Talebã e da AlQaeda, o Estado Islâmico permite o recrutamento de mulheres ocidentais. Uma das mais conhecidas é Aqsa Mahmoud, de 20 anos, uma fugitiva de Glasgow, na Escócia, que se denomina Umm Laith, famosa por distribuir conselhos para mulheres que pensam em abandonar suas famílias na GrãBretanha.

Segundo Katherine Brown, especialista[5] em estudos islâmicos no Kings College, de Londres, o EI vê as mulheres como pilares de um novo Estado (Califado) e pregam uma política utópica baseada em um tratado publicado em árabe, estabelecendo um código de conduta que remonta 1,4 mil anos atrás e tal tratado é direcionado principalmente as mulheres árabes de países do Golfo e do Oriente Médio.

Aimen Deen, exintegrante da AlQaeda, afirma que a atuação do EI na convocação de mulheres não abrange apenas os países do Golfo Pérsico e do Oriente Médio, mas da Europa, dos Estados Unidos e da Ásia Central, demonstrando que as mulheres desempenham importantes papéis em várias áreas como a médica, a educacional e, por isso, tornam-se essenciais para a sobrevivência do Estado Islâmico.

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Imagem (Fonte):                                                                                                

http://www.syriadeeply.org/articles/2014/07/5799/raqqa-all-female-isis-brigade-cracks-local-women/

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Fontes Consultadas:                                                                                           

[1] Ver:

http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2015-08-22/por-que-o-estado-islamico-atrai-cada-vez-mais-mulheres.html

[2] Ver:

http://exame.abril.com.br/mundo/noticias/como-viver-no-estado-islamico-segundo-mulheres-jihadistas

[3] Ver:

http://www.syriadeeply.org/articles/2014/07/5799/raqqa-all-female-isis-brigade-cracks-local-women

[4] Ver:

http://nacoesunidas.org/representante-da-onu-alerta-sobre-violencia-sexual-sistematica-e-generalizada-na-siria-e-no-iraque/

[5] Ver:

http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/08/150821_mulheres_ei_ab

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Izabel Sales Afonso - Colaboradora Voluntária Júnior I

Graduada em Direito pela Faculdade de Ciências Humanas de Pernambuco; Jornalista; Pós-graduanda em Política Internacional pela Faculdade Damásio, Pós-graduanda em Comércio Exterior e Negócios Internacionais pela Universidade de Araraquara(UNIARA); Graduada em Direito pela Faculdade de Ciências Humanas de Pernambuco; Jornalista; atua como voluntária no Instituto de Reintegração do Refugiado(ADUS).

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1 Comments

  1. Melhor Progressiva 17 de março de 2016

    As mulheres são importantes demais para nós e temos clientes que atuam no Oriente Médio, trazendo o que há de melhor e mais completo para o universo feminino. Veja o post que fizemos sobre queratina para cabelos: http://sphaircosmeticos.com.br/blog/curiosidades/

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