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[:pt]A integração asiática sob a visão do presidente Xi Jinping[:]

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O recém-eleito Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem proferido alegações acerca da provável desistência do Tratado de Parceria Transpacífico (TPP), o que acabaria com um dos mais importantes aspectos do Pivô para Ásia, estratégia de projeção de influência herdada do governo de Barack Obama. Neste sentido, o presidente Xi Jinping intensifica a articulação de uma visão chinesa para a integração asiática.

Um relatório do Banco Asiático de Desenvolvimento afirma que os seguintes países serão os principais motores do crescimento da região nas próximas décadas: a China, a Índia, a Indonésia, o Japão, a Coreia do Sul, a Tailândia e a Malásia. No mesmo relatório apontam-se como desafios a serem enfrentados para garantir a sustentabilidade da trajetória rumo a um “século asiático”: a urbanização, havendo inclusão das camadas populacionais mais pobres ao tecido econômico das várias nações da região; a inovação em tecnologias sustentáveis, promovendo a redução do uso de recursos naturais; e o aumento do grau de transparência das instituições. Uma visão de longo prazo para a integração do espaço asiático poderia ajudar a encontrar soluções para estes impasses.

A Ásia representa cerca de 40% do PIB mundial (calculado em termos de paridade de poder de compra), tendo crescido igualmente em sua importância estratégica, além de apresentar um posicionamento mais assertivo na política internacional. A agenda para a integração proposta pelo presidente chinês Xi Jinping foca nos seguintes pontos: promover o aumento da conectividade entre os países da Ásia e do Pacífico, fortalecendo a integração econômica e comercial; desenvolver políticas de inovação tecnológica; além de articular o aspecto de ganhos mútuos da integração (win-win).

Com a perspectiva de queda do TPP, surge na agenda chinesa a possibilidade de firmar um grande tratado de cooperação que inclua os países da ASEAN, fortalecendo a liderança regional da China, seja no campo comercial, como no campo da geopolítica. O presidente chinês continua a enfatizar a necessidade de promoção de um ambiente de livre comércio, em contraste com as nações do centro do capitalismo ocidental, que parecem estar caminhando rumo a uma tendência de maior protecionismo econômico e nacionalismo no campo político, com possíveis consequências para a economia global.

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ImagemPresidente da China Xi Jinping” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/f/fa/Xi_Jinping,_BRICS_summit_2015_01.jpg

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Ricardo Kotz - Colaborador Voluntário

Mestrando no programa de Pós Graduação em Relações Internacionais pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), atuando na linha de Economia Política Internacional. Possui especialização em Estratégia e Relações Internacionais Contemporâneas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Graduado em Relações Internacionais pela Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA). Agente consular junto ao Consulado Honorário da França em Porto Alegre, atuando paralelamente no escritório RGF Propriedade Intelectual, no período de 2013-2015.

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