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A Integração entre membros do Mercosul para sediar a Copa do Mundo de Futebol de 2030

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Em notável movimento de integração regional, a Associação de Futebol Argentina (AFA), a Associação Uruguaia de Futebol (AUF) e a Associação Paraguaia de Futebol (APF) firmaram parceria para encaminhar proposta à FIFA com o objetivo de, concomitantemente entre os três países, sediar a Copa do Mundo de Futebol de 2030.

Estádio Defensores del Chaco, um dos cenários do Paraguai

Embora o prazo final para inscrição de novos candidatos a organizar o evento esteja distante – quatro anos –, os países latino-americanos anteciparam-se aos seus concorrentes e lançaram a tríplice oferta para serem palcos de uma das competições mais valiosas do mundo, que, tomando com base a avaliação da EsporteFera, em 2017, teve a Copa do Mundo de 2014, no Brasil, como a quarta competição esportiva mais valiosa do mundo, ao atingir a cifra de US$ 229 milhões (aproximadamente R$ 783,6 milhões)*. Por enquanto, somente a China manifestou interesse em entrar na disputa para sediar a competição em 2030.

Distribuído entre 12 cidades, sendo oito delas na Argentina, duas no Uruguai e duas no Paraguai, o torneio provavelmente contará com 48 equipes (atualmente são 32 seleções). A moção teve como elemento fundamental a comemoração do centenário da primeira edição da Copa – em 1930, no Uruguai – e o anseio da AFA, já conhecido de longa data, em hospedar a competição. O Paraguai juntou-se ao grupo somente mais tarde.

De acordo com Fernando Caceres, Secretário de Esportes do Uruguai, “não se pode dizer quais serão os custos finais para cada um dos nossos países, mas isso não pode ser medido apenas na construção de infraestrutura”. Acrescenta, da mesma forma, a existência de “uma medida intangível, que é quanto um país ganha na convivência, na integração, na identidade e na construção da cidadania por sediar um evento dessa magnitude”.

Região Sul do Brasil

Diante da escassez de estádios de grande porte para realizar o evento e uma maior divisão nos custos entre os organizadores, o Brasil, anfitrião das edições de 1950 e 2014, foi inicialmente cotado para ser uma das sedes, mas dentro da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) há o consenso de que “o envolvimento em outro mundial seria prematuro”, somado ao entrave político de arcar com os valores demandados, depois de pouco tempo de uma Copa por aqui.

A edição do ano de 2026 ainda está em aberto, entre Marrocos, no continente africano, e uma candidatura conjunta de Canadá, Estados Unidos e México, na América do Norte. Por sua vez, as Copas de 2018 e 2022 serão organizadas por Rússia e Catar, respectivamente.

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Nota:

* As três primeiras competições mais valiosas do mundo foram listadas em primeiro a 49a Edição do Super Bowl nos EUA, cujo valor da marca alcançou US$ 630 milhões (aproximadamente, R$ 2,155 bilhões); em segundo, a Olimpíada de Verão de 2012, em Londres, cujo valor chegou a US$ 366 milhões (em torno de R$ 1,252 bilhão) e; em terceiro, a Olimpíada de Inverno de 2014, em Sochi, na Rússia, cuja marca alcançou o montante de US$ 285 milhões (aproximadamente, R$ 975 milhões). [Todos os valores estão baseados na cotação de 17 de abril de 2018]

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 “Dirigentes debatem sobre a possibilidade de sediar o evento de 2030” (Fonte):

http://www.apf.org.py/storage/news/8CC43E2F-58E3-DAB7-5AC7-FFD907026C08.jpeg

Imagem 2 “Estádio Defensores del Chaco, um dos cenários do Paraguai” (Fonte):

http://www.apf.org.py/laravel-filemanager/photos/4/5acbb64393bf0.jpeg

Imagem 3 “Região Sul do Brasil” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Regi%C3%A3o_Sul_do_Brasil#/media/File:South_Region_in_Brazil.svg

Wilson Mencaroni - Colaborador Voluntário

Pós-graduado em Gestão de Negócios Internacionais pela Business School São Paulo (BSP), Bacharel em Relações Internacionais no Centro Universitário Fundação Santo André - Faculdade de Ciências Econômicas e Administrativas. Bolsista pelo CNPq em 2009 com o projeto de iniciação científica "A Soberania Nacional em face dos Tratados Bilaterais: A Questão do Tratado de Itaipu". Tem experiência na área de Ciência Política, com ênfase em Atitude e Ideologias Políticas, atuando principalmente nos seguintes temas: integração, direito, democracia, segurança e negociação internacional. Em sua carreira, conquistou o cargo de Gerente de Negócios Internacionais. Está em contato com o comércio exterior, aprofundando seu conhecimento e focando suas habilidades para os procedimentos de importação. Já participou de diversas feiras internacionais, representando sua empresa, tendo a função de estreitar o relacionamento com fornecedores, investidores e clientes estrangeiros, além de trabalhar a marca da empresa e conquistar distribuições em diferentes continentes.

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