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A Noruega lança candidatura para o Conselho de Segurança das Nações Unidas

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No último dia 22 de junho deste ano (2018), o Estado da Noruega lançou sua candidatura a Membro não-Permanente do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (CSNU, na sigla mais usada em português). O país já participou do Conselho por 4 vezes e disputa as 2 vagas abertas para o mandato de 2021-22, junto com a Irlanda e o Canadá.

Ministério dos Negócios Estrangeiros da Noruega

O CSNU é composto por 15 membros, sendo 5 permanentes, a saber, Estados Unidos, Reino Unido, França, Federação Russa e China, e 10 não permanentes. Os não permanentes possuem mandatos de 2 anos e são eleitos pela Assembleia Geral (AG) da ONU. A importância do Órgão decorre do seu poder político, já que concentra as decisões em matéria de segurança internacional.

A concorrência pelo Assento está acirrada entre os 3 Estados e eles têm liberdade para fazer campanha até 2020, quando os 193 Estados-Membros da Assembleia Geral escolherão mediante voto. Os noruegueses estão otimistas, pois contribuem a mais de 70 anos na ONU com apoio político e econômico, e, sobretudo, pela confiança em seu próprio trabalho, como reconciliadores e assistentes humanitários.

Oslo* aposta na vitória pelo seu histórico de facilitador e mediador de conflitos no Oriente Médio, Colômbia e no Chifre da África, e entende que a redução de tensões equivale a queda da pobreza, a qual, por sua vez, contribui para a diminuição da migração e da necessidade de ajuda humanitária.

No site do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Noruega, a Ministra Eriksen Søreide, apontou: “A Noruega tem um interesse fundamental em apoiar a ONU, o direito internacional e um veredito baseado em regras abalizadas no Pacto das Nações Unidas. O direito internacional público é a base para condições estruturais estáveis ​​para a segurança, prosperidade e valor da Noruega.

Perguntada pelo Jornal VG obre as dificuldades políticas envolvendo a questão dos 5 membros permanentes, a Ministra Søreide afirmou: “É uma questão real hoje que o Conselho de Segurança é muito polarizado. É difícil obter soluções unificadas com consenso, mas o que temos visto nos últimos anos é que não apenas os cinco membros permanentes decidem. Estamos vendo cada vez mais que é possível envolver os membros não permanentes”.

Os analistas atentam que a Noruega pode vir a produzir uma dinâmica diferente no CSNU devido a sua expertise nos assuntos de paz e mediação de conflitos. Todavia, é preciso cautela diante das realidades que ainda sobrevirão, visto que a cooperação não é unilateral e cabe a todos os membros do Conselho o desafio de alcançar resultados com o menor grau de impedimentos possível.

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Nota:

* Oslo é capital do Reino da Noruega, significando aqui o Governo norueguês, logo o país.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Conselho de Segurança da ONU” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/9/95/UN-Sicherheitsrat_-_UN_Security_Council_-_New_York_City_-_2014_01_06.jpg/1024px-UN-Sicherheitsrat_-_UN_Security_Council_-_New_York_City_-_2014_01_06.jpg

Imagem 2 Ministério dos Negócios Estrangeiros da Noruega” (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Utenriksdepartementet_Oslo.jpg

Bruno Veillard - Colaborador Voluntário Júnior

Mestrando pelo Programa de Pós-graduação em Sociologia e Política (PPG-SP), e Bacharel em Relações Internacionais pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro vinculado a Universidade Cândido Mendes (IUPERJ/UCAM). Atua na produção de notas analíticas e análises conjunturais na área de política internacional com ênfase nos países Nórdico-Bálticos e Rússia.

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