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[:pt]A onda russa no leste Europeu e a influência de Moscou[:]

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A União Europeia enfrenta um dos períodos mais turbulentos de sua história. A crise nos países do Mediterrâneo, a saída do Reino Unido, as crescentes tensões regionais, a crise humanitária dos refugiados, o crescimento do euroceticismo e o fortalecimento de partidos ultranacionalistas de direita são os principais desafios que enfrenta Bruxelas.

A cúpula de Bratislava tentou estabelecer uma série de estratégias para combater a crescente fragmentação do Bloco, mas, até o momento, não houve nenhuma ação efetiva e a União continua na corda bamba.

A vitória de Donald Trump resultou ser outro banho de água fria na já delicada relação entre o Bloco Europeu e a potência americana, com as negociações para o Acordo Transatlântico completamente paralisadas.

Com a Rússia existem dois importantes pontos de inflexão, por um lado a crise da Crimeia, que até o momento não foi resolvida, e gera sanções econômicas ao país euroasiático; e, por outro, a atuação da Rússia na Síria.

O avanço da União Europeia em direção a área de influência russa, sempre foi um foco gerador de tensões. Sem embargo, muitos países da região foram atraídos pela possibilidade de participar no florescente Bloco europeu, os chamados países do Leste.

Com o tempo, esses Estados viram os riscos de participar da União, além das assimetrias existentes e a tendência de elas aumentarem, ao invés de diminuírem, o que gerou um movimento contrário que aos poucos se reflete no panorama eleitoral da região.

Na Bulgária – país membro da União desde 2007 – o candidato pró-Rússia Rumen Radev, ganhou as eleições com 59,4% dos votos. Na Moldávia – País que negocia sua adesão ao Bloco – também elegeu outro candidato ligado a Moscou.

Outros países como a Romênia e a Ucrânia estão cada vez mais divididos entre os partidários do ocidente (União Europeia) e oriente (Rússia), com um crescente sentimento eurocético.  A saída da Grã-Bretanha e um novo alinhamento político de direita na Europa, com as futuras eleições na França e na Alemanha, podem promover uma grande onda pró-Rússia no Leste Europeu e um novo arranjo político na região.

A falta de liderança da União Europeia e o discurso dos candidatos de direita e extrema-direita aumenta o abismo entre os países do ocidente e do leste europeu o que, para a Rússia, pode resultar na recuperação da sua influência e como combustível para a União Euroasiática.

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ImagemMapa Europa Blocos e Acordos” (Fonte):

https://4.bp.blogspot.com/-qB3Rcs8N6Oc/U3pTxeSuglI/AAAAAAAAAJg/yuJNYAaYeXo/s1600/mapa-mudo-europa-polc3adtica3.png

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Wesley S.T Guerra - Colaborador Voluntário Sênior

Atua como consultor internacional na área de Paradiplomacia para o Escritório Exterior de Comércio e Investimentos do Governo da Catalunha. Formado em Negociações e Marketing Internacional pelo Centro de Promoção Econômica de Barcelona, Bacharel em Administração pela Universidade Católica de Brasília, especialista pós-graduado em Ciências Políticas e Relações Internacionais pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo – FESPSP, MBA em Novas Parcerias Globais pelo Instituto Latinoamericano para o Desenvolvimento da Educação, Ciência e Cultura e mestrando em Polítcias Sociais em Migrações na Universidad de La Coruña (España). Fundador do thinktank NEMRI – Núcleo de Estudos Multidisciplinar das Relações Internacionais. Especialista em paradiplomacia, acordos de cooperação e transferência acadêmica e tecnológica, smartcities e desenvolvimento econômico e social. Morou na Espanha, Itália, França e Suíça.

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