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A ONU prevê o dobro de refugiados sírios em 2014

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Na última segunda-feira, 16 de dezembro, a ONU alertou a comunidade internacional para o aumento do número de refugiados na Síria, que poderá dobrar até o final de 2014. Hoje, a situação já é extremamente complexa, pois há milhões de deslocados, sendo que 50% são crianças[1]. O crescente número de pessoas desabrigadas na Síria, em consequência da “Guerra Civil”, é um fator de preocupação para a ONU. A falta de uma proposta efetiva para pôr fim ao conflito faz aumentar a cada dia os problemas humanitários que atingem os desalojados em território sírio e, também, aqueles que se encontram refugiados nos países vizinhos.

Países como o Líbano, a Jordânia, o Egito, o Iraque e a Turquia, enquanto destino preferido para muitos deslocados do país vizinho, têm enfrentado dificuldades internas em virtude de não conseguirem socorrer o novo contingente populacional que não pára de crescer. Isto exige o aumento das demandas em todos os setores do Estado para atenderem uma nova realidade demográfica geradora de consequências dramáticas para a região. Para oAuto Comissário da ONU para os Refugiados”, António Guterres, até o final de 2014, somente na Síria, mais de nove milhões de pessoas estarão precisando de ajuda[2].

Em face do crescente número de necessitados sírios, a ONU fez o maior pedido de doação de sua história aos Estados-membros para atender uma crise particular. A cifra é de USD$ 6,5 bilhões e isto significa que, desde o início do conflito na Síria, o número de expatriados cresceu de modo acelerado. De acordo com aCoordenadora de Assuntos Humanitários da ONU”, Valerie Amos, “em março de 2012, um milhão de pessoas precisavam de ajuda na Síria. Alguns meses depois, este número passou para 6,5 milhões e agora é de 9,3 milhões[3].

As consequências da “Guerra Civil” síria estão gerando preocupação em países fora da região. Segundo a “Agência da ONU para os Refugiados” (ACNUR), há dezessete países, dos quais doze são europeus, envolvidos em um programa que visa reinstalar os refugiados[4]. Isto porque, conforme o conflito avança e se radicaliza na sua origem, atravessar as fronteiras é o meio mais comum de garantir a sobrevivência.

Os países árabes são os mais procurados pelos sírios, mas a Europa também começa a ser o destino dos refugiados que, na sua maioria, é composta por mulheres e crianças. Através da Turquia, eles têm chegado à Bulgária, onde estão vivendo atualmente em condições insalubres. Conforme informações da ACNUR, o alojamento já está superlotado e as pessoas sofrem com a falta de segurança[5].

O trabalho da ONU tem sido realizado no sentido de dar uma resposta emergencial à situação na Síria e nos países vizinhos, tentando amenizar as graves questões humanitárias, uma vez que não há uma perspectiva concreta para o fim do conflito. A ausência de uma proposta consistente de paz exige, da comunidade internacional, o seu comprometimento imediato com uma resposta rápida que não perca de vista o objetivo, a médio e a longo prazo, que consiste numa solução definitiva do conflito sírio pela via diplomática.

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Imagem (Fonte):

http://media.zenfs.com/en_us/News/ap_webfeeds/6e5f73975ecd471c3b0f6a70670042d4.jpg

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://actualidad.rt.com/ultima_hora/view/114409-onu-refugiados-siria-2014

[2] Ver:

http://www.presstv.ir/detail/2013/12/16/340327/syria-refugees-to-top-4mn-next-year/

[3] Ver:

http://g1.globo.com/mundo/siria/noticia/2013/12/onu-pede-doacao-recorde-de-us-65-bilhoes-para-siria-em-2014.html

[4] Ver:

http://uk.reuters.com/article/2013/10/07/uk-syria-crisis-refugees-idUKBRE99608H20131007

[5] Ver:

http://uk.reuters.com/article/2013/10/07/uk-syria-crisis-refugees-idUKBRE99608H20131007

           

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Marli Barros Dias - Colaboradora Voluntária Sênior

Possui graduação em Filosofia (bacharelado e licenciatura) pela Universidade Federal do Paraná (1999), com revalidação pela Universidade de Évora (2007), e mestrado em Sociologia (Poder e Sistemas Políticos) pela Universidade de Évora (2010). É doutoranda em Teoria Jurídico-Política e Relações Internacionais (Universidade de Évora). É professora da Faculdade São Braz (Curitiba), pesquisadora especialista do CEFi – Centro de Estudos de Filosofia da Universidade Católica Portuguesa (Lisboa), e pareceirista do CEIRI Newspaper (São Paulo).

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