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Em 14 de maio de 1948 foi declarada a independência do Estado israelense, 26 anos depois da primeira discussão sobre o assunto na reunião da “Liga das Nações” de 1922, e mais de seis décadas de discussão internacional na Europa sobre a criação do Estado israelense, além das dezenas de séculos de luta pela reunião do povo judeu.

 

A “Resolução 181” das “Nações Unidas”, que marcou a criação do Estado de Israel, não foi bem aceita pelos estados árabes da região e menos ainda pelos palestinos. Desde 1948, os palestinos assistiram à diminuição de seus territórios, parte disso decorrente da incorporação ao Estado israelense após este reagir às invasões do demais povos árabes, e sentiram à marginalização de seu povo, inclusive pelos países da região que não o recebiam em seu território, não sendo reconhecidos também pela maior instituição do sistema internacional: a ONU.

Contudo, apesar de a Palestina não ser reconhecida como um Estado nas “Nações Unidas”, o país é reconhecido em outra grande instituição internacional: a “Fédération Internationale de Football Association” (FIFA) – em inglês: “International Federation of Association Football”. A FIFA, que data a fundação do país em 1928, o tem como membro da instituição desde 1998 e, de então, a sua seleção nacional participa de jogos e torneios internacionais representando um estado “inexistente” no cenário político internacional.

Enquanto a luta pelo reconhecimento no sistema internacional continua, marcado de forma mais intensa pelo discurso do presidente palestino Mahmoud Abbas na “Assembléia Geral da ONU”, em setembro de 2011, a luta da “Federação Palestina de Futebol” já conquistou algumas vitórias.

Em 2007, graças à ajuda financeira de França, “Arábia Saudita”, “Emirados Árabes Unidos” e da FIFA, o estádio da cidade de Al-Ram, na Cisjôrdania, pôde ser minimamente reformado de modo a atender aos padrões para a realização de partidas internacionais e abrigou o primeiro jogo de futebol em solo palestino. O jogo foi disputado contra a Jordânia, porém houve o impedimento de seis jogadores, incluindo o capitão da seleção,  de viajar de Gaza à Cisjordânia devido às lei de mobilidade entre as áreas palestinas.

Em 10 de março de 2011, a Palestina voltou a sediar uma partida oficial pela FIFA, válida pelas eliminatórias dos “Jogos Olímpicos de Londres – 2012”. A impossibilidade de realização de mais partidas se deu por conseqüência da falta de segurança no território, graças à ocorrência da ação de grupos identificados pela comunidade internacional como terroristas e as respostas do Exército israelense, impedindo a realização de partidas.

O jogo, realizado em casa, terminou com vitória dos visitantes nos pênaltis, mas, apesar disso, a partida foi importante politicamente, pois, na opinião do então primeiro-ministro Salam Fayaad, permitiu que a Palestina demonstrasse ser, de fato, um Estado. Houve o ganho político do acontecimento, já que a seleção palestina mandava seus jogos no Kwait, na Jordânia e no Qatar.

Para a realização do primeiro jogo em solo palestino houve um trabalho iniciado anos antes o qual foi reconhecido pela FIFA já em 2008. Durante a cerimônia de premiação do melhor jogador do mundo, a “Federação Palestina de Futebol” recebeu o prêmio da categoria Desenvolvimento, que buscou reconhecer o trabalho feito, apesar dos percalços existentes para as populações que se auto-identificam como palestinas e são ignorados, ou esquecido pela maioria dos países.

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Fontes:

Ver:

http://pt.fifa.com/associations/association=ple/index.html

Ver também:

http://jornal.ceiri.com.br/wp-content/uploads/2012/05/Palest.port.pdf

Ver também:

http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,leia-a-integra-do-discurso-do-presidente-palestino-mahmoud-abbas-na-onu,776683,0.htm

Ver também:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/colunas/regra10/ult3255u490605.shtml

Ver também:

http://www.lancenet.com.br/minuto/Palestina-recebe-jogo-oficial-Fifa_0_441555900.html

Ver também:

http://www.estadao.com.br/noticias/esportes,fifa-faz-homenagem-a-palestina-na-festa-do-craque-de-2008,306104,0.htm

Ver também:

http://blogdacomunicacao.com.br/um-conflito-que-nem-mesmo-o-futebol-conseguiu-parar/

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