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[:pt]A Pink Economy na China: empresas de tecnologia buscam se aproximar da população LGBTT[:]

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De acordo com uma pesquisa realizada pelo Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (UNDP) com mais de 30.000 pessoas em todas as províncias da China, apenas 5% da população LGBTT assume publicamente a sua orientação sexual no trabalho ou na escola e 17% assumem a sua orientação perante suas famílias. A economia rosa (Pink Economy) denomina o fato de a população LGBTT ser vista como um mercado consumidor, que atualmente é alvo de grandes empresas, sobretudo no setor de tecnologia.

As empresas de tecnologia têm buscado se aproximar da população LGBTT através de campanhas de marketing e mídias sociais. Gigantes como a empresa de telecomunicações Vivo, a empresa de aplicativos para transporte automotivo Didi Chuxing, a empresa de buscas online Baidu, um popular aplicativo de karaokê Changba e a empresa de smartphones Meizu, são alguns exemplos deste fenômeno. Por outro lado, a Companhia Estatal de Administração de Imprensa, Publicações, Rádio, Filmes e Televisão da China (SAPPRFT) proíbe a exibição de programas que mostrem relacionamentos homossexuais, por isso, as mídias sociais permanecem como o canal de maior acesso e expressão da comunidade LGBTT no país.

Estima-se que haja em torno de 70 milhões de pessoas que se identificam sob a sigla LGBTT na China e que eles representam um mercado que consome cerca de US$ 300 bilhões, anualmente. A população LGBTT no país consiste majoritariamente de pessoas jovens, com um grau educacional de bacharel ou superior e se situam nas cidades mais desenvolvidas, sendo Xangai a cidade com a maior comunidade LGBTT.

Afirma-se ainda que as empresas de tecnologia buscam atrair os trabalhadores mais qualificados, visando demonstrar sua receptividade aos indivíduos LGBTT. As empresas desse setor vivem um período de intensa concorrência no país e são, em sua maioria, administradas por nativos digitais, ou pessoas que pertencem ao que se denomina como “Millenials”, uma geração de pessoas que costuma ter uma maior aceitação sobre a diversidade humana.

No que diz respeito aos direitos dos LGBTT, o caminho ainda está sendo trilhado, visto que o casamento entre pessoas do mesmo sexo não é legalizado e a homossexualidade foi considerada crime até o ano de 1997 e uma enfermidade psicológica até o ano de 2001. O país mantém sua cultura que estimula o casamento heterossexual e um modelo de família tradicional. Permanece o debate sobre as estratégias das empresas que investem em ações visando a Pink Economy. Ainda que a principal intenção seja acessar uma nova fatia de mercado, estas ações acabam por promover uma maior visibilidade social em relação aos assuntos ligados à comunidade LGBTT.

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Imagem 1 Bandeira LGBTT” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/6/6d/Rainbow_flag_and_blue_skies.jpg

Imagem 2 A tecnologia está mudando a face dos negócios” (Fonte):

https://i.vimeocdn.com/video/498469360_1280x720.jpg  

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Ricardo Kotz - Colaborador Voluntário

Mestrando no programa de Pós Graduação em Relações Internacionais pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), atuando na linha de Economia Política Internacional. Possui especialização em Estratégia e Relações Internacionais Contemporâneas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Graduado em Relações Internacionais pela Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA). Agente consular junto ao Consulado Honorário da França em Porto Alegre, atuando paralelamente no escritório RGF Propriedade Intelectual, no período de 2013-2015.

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