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A Política Climática e a Atuação Peruana

Monah Marins Pereira Carneiro 22 de setembro de 2014
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O Peru ratificou nessa última quinta-feira, 18 de setembro, a Emenda de Doha ao Protocolo de Quioto, adotada na 18º Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que foi celebrada em 2012 no Qatar e estabelece um segundo período de continuidade ao Protocolo de Quioto para o período 2013-2020[1].

A decisão, tomada há cinco dias antes do início do próximo Encontro sobre o Clima – 2014, em Nova York*[2], e a dois meses da Vigésima Conferência das Partes da Convenção Marco das Nações Unidas (ONU) sobre Mudanças Climáticas (COP20), da qual o Peru será país anfitrião em dezembro[3], indica, em particular, a importância da adesão dos Estados à Emenda, visando à continuação, embora pontual, das conversações para redução das mudanças climáticas.

Devido ao fato de o Protocolo de Quioto, em seu Art.3o, ter delimitado que o compromisso seria apenas entre o período de 2008 a 2012[4], o Evento pretende chamar a atenção das representações civis e estatais para que se alcance um Acordo sobre a temática antes do principal encontro a ser realizado em Paris, no qual se apresentarão novas metas de redução de emissões de gases de efeito estufa.

Somadas a essas iniciativas, o Avaaz.org* mobilizou por e-mail e por propaganda televisiva uma petição encaminhada em diversas cidades do mundo para chamar a atenção para os eventos acima citados, bem como para a conscientização da problemática da mudança do clima e dos problemas dos gases poluentes[5].

Analistas afirmam que o caminho para uma real mudança climática é ambiciosa e requer uma concertação, não apenas dos países emergentes, mas principalmente dos países centrais que devem aceitar as metas obrigatórias de reduzir as emissões de poluição e não apenas transferir indústrias para Estados que possuem fraca legislação e controle ambiental.

Como apontam os observadores internacionais, a responsabilidade é de todos e, muitas vezes, alcança problemas sociais e econômicos entre os Estados nos quais as vantagens desejadas por eles e as competições que realizam entre si tornam longínquos, idealistas e dificultam, ano após ano, os trabalhos de trazer para o plano de urgência o tratamento do assunto, bem como as tentativas de realizar uma busca adequada pelos recursos naturais.

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* Que ocorrerá amanhã, dia 23 de setembro.

** Site em que ativistas mobilizam a sociedade civil para participarem de petições e abaixo assinados on-line, tanto a nível nacional, quanto internacional.

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Imagem (Fonte)

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/1/1b/Eugen_Bracht_Hoesch.jpg

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www.rree.gob.pe/Noticias/Paginas/NP-0087-14.aspx

[2] Ver:

http://www.un.org/climatechange/summit/es/sobre-la-cumbre-2/

[3] Ver:

http://www.un.org/climatechange/blog/2013/12/secretary-general-plants-tree-as-part-of-afforestation-project-in-lima/

[4] Ver:

http://dai-mre.serpro.gov.br/atos-internacionais/multilaterais/protocolo-de-quioto-a-convencao-quadro-das-nacoes-unidas-sobre-mudanca-do-clima

[5] Ver:

https://secure.avaaz.org/po/100_clean_rio/?bRplVeb&signup=1&cl=5796183401&v=45304

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Ver também:

http://seer.ufrgs.br/index.php/sociologias/article/view/20007/11611

Monah Marins Pereira Carneiro

Mestranda pelo Programa de Pós-Graduação em Estudos Marítimos (PPGEM) da Escola de Guerra Naval (EGN-CEPE*).É pesquisadora do Laboratório de Simulações e Cenários (LSC) da mesma Instituição onde desenvolve pesquisa em Cenários para a Defesa, na área de Biossegurança. Bacharel em Relações Internacionais pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (IUPERJ-UCAM), onde atua como membro executivo do Grupo de Análise de Prevenção de Conflitos Internacionais (GAPCon), desde 2010. É bolsista pela Fundação EZUTE.

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