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A política dinamarquesa para os refugiados

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A atual política dinamarquesa para os refugiados demonstra sensibilidade, conforme divulgação do Ministério de Assuntos Sociais e Internos, que comunicou o repasse de 325 milhões de coroas no auxílio aos municípios que receberão acréscimo populacional em 2016. Desses recursos, 125 milhões reservam-se à recepção e alojamento das pessoas, e os 200 milhões restantes darão suporte à integração na sociedade da Dinamarca.

A própria Ministra de Assuntos Sociais e Internos, Karen Ellemann, afirmou: “Estamos em uma situação extraordinária, num momento em que exige um esforço especial de curto prazo por parte dos municípios, a fim de oferecer habitação e obter escola e emprego para os refugiados[1].

A fim de organizar o recebimento de 12.000 refugiados, a imigração do país estabeleceu quotas municipais para 2016, com a indicação do quantitativo correspondente a cada cidade, com a intenção de melhor gestão e menos distúrbios. A expectativa para as maiores cidades são: Aalborg (642), Aarhus (587), Odense (385)[2]. Todavia, a capital, Copenhague, foi excluída desta ordem, sob alegação de já existirem muitos estrangeiros e por problemas de integração[3].

A decisão do Conselho da Cidade de Copenhague sofreu sérias críticas e foi alvo de protesto de 20.000 pessoas[4], pois o valor correspondente a sua quota é de 200 refugiados[5]. O vereador Thomas Medom, de Aarhus, comentou: “Por que diabos o município maior e mais rico do país não aumenta a sua quota entre os municípios e aceita refugiados[5].  

No âmbito internacional, o ministro de relações exteriores Kristian Jensen anunciou que a África e o Oriente Médio serão prioridades do Governo dinamarquês no tocante a ajuda externa para 2016. O ministro Jensen declarou: “Vamos nos concentrar na luta contra as razões subjacentes para a migração e prestar especial atenção às áreas do Oriente Médio e África[6]. O objetivo da política dinamarquesa é reduzir ajuda à alguns países e aumentar para outros, consoante a menção do chanceler Jensen, que declarou: “O objetivo é evitar a migração e atenuar as consequências da guerra e do conflito. Vamos investir na paz, segurança e melhorar as oportunidades para o crescimento sustentável e o comércio[6].

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Imagem Copenhague vista aérea” (Fonte):

https://ca.wikipedia.org/wiki/Dinamarca#/media/File:Vor_Frelsers_Kirke-view10.jpg

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Fontes Consultadas:

[1] Ver Governo deixa de lado milhões para os esforços de refugiados na Dinamarca”:

http://cphpost.dk/news/government-sets-aside-millions-for-refugee-efforts-in-denmark.html (Acesso: 09.10.2015)

[2] Ver Aarhus é segundo maior município do país, candidato a receber número de refugiados em 2016”:

http://stiften.dk/aarhus/12.000-flygtninge-fordelt-aarhus-tager-naestflest (Acesso: 09.10.2015)

[3] Ver Políticos de Copenhague dizem não a 200 refugiados”:

http://jyllands-posten.dk/indland/kbh/ECE8100155/K%C3%B8benhavnske-politikere-siger-nej-til-200-flygtninge/ (Acesso: 09.10.2015)

[4] Ver 20.000 vieram demonstrar apoio aos refugiados na Dinamarca”:

http://cphpost.dk/news/up-to-20000-demonstrate-in-support-of-refugees-in-denmark.html (Acesso: 09.10.2015)

[5] Ver Aarhus Alderman: Copenhague livre de refugiados”:

http://jyllands-posten.dk/aarhus/politik/ECE8100201/Aarhus-r%C3%A5dmand-K%C3%B8benhavn-k%C3%B8rer-p%C3%A5-flygtninge-frihjul/?ref=pollisterseneste (Acesso: 09.10.2015)

[6] Ver Corte no orçamento diminui impacto da ajuda externa dinamarquesa”:

http://cphpost.dk/news/budget-cuts-to-impact-on-danish-foreign-aid.html (Acesso: 09.10.2015)

Bruno Veillard - Colaborador Voluntário Júnior

Mestrando pelo Programa de Pós-graduação em Sociologia e Política (PPG-SP), e Bacharel em Relações Internacionais pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro vinculado a Universidade Cândido Mendes (IUPERJ/UCAM). Atua na produção de notas analíticas e análises conjunturais na área de política internacional com ênfase nos países Nórdico-Bálticos e Rússia.

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