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A Quarta Revolução Industrial e a Dinamarca

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A Dinamarca assinou um acordo de parceria tecnológica com o Fórum Econômico Mundial (FEM), no último dia 24 de abril, em São Francisco, nos Estados Unidos. O propósito é desenvolver tecnologias de ponta na área digital e proporcionar oportunidades de cooperação do setor público-privado, no que tem sido chamado de Quarta Revolução Industrial.

A Quarta Revolução Industrial é um fenômeno de interseção das tecnologias físicas, digitais e biológicas, e tem por fundamento o conceito de Internet das Coisas (IoT), o qual conecta uma rede física (objetos, veículos ou prédios) a sensores, transmitindo e coletando dados.

O impulso da nova abordagem busca a melhora da qualidade de vida da sociedade por meio do aperfeiçoamento dos recursos tecnológicos disponíveis. Diversos nichos do cotidiano das pessoas já são afetados com a inteligência artificial, biotecnologia, nanotecnologia, drones e os trabalhos com impressoras 3D.

Os dinamarqueses buscam aplicar o potencial dos novos benefícios em diferentes áreas, em especial nas ciências médicas e da vida, e na inovação de ecossistemas. Nesta pauta, o jornal Copenhaguen Post sinaliza a fala do Chefe do Fórum Econômico Mundial para a Quarta Revolução Industrial, Murat Sonmez: “Nossa missão é moldar a Quarta Revolução Industrial para que beneficie a sociedade. A Dinamarca está empenhada em ser um líder e pilotar estruturas e políticas inovadoras co-projetadas no centro. Estamos ansiosos para uma forte colaboração e compartilhamento de descobertas em toda a nossa rede”.

Ministro dos Negócios Estrangeiros da Dinamarca, Anders Samuelsen

O site do Ministério dos Negócios Estrangeiros da Dinamarca apresentou a afirmação do ministro Anders Samuelsen sobre o assunto: “Esta parceria é baseada na crença fundamental de que a tecnologia em geral será um fator de mudança positivo para o mundo. Como nas revoluções industriais anteriores, nosso tempo e nossa idade aumentarão a economia, tirarão as pessoas da pobreza, fornecerão assistência médica sem precedentes, desenvolverão a sustentabilidade em toda a parte e construirão uma nova geração de empresas iniciantes. Tecnologias como Inteligência Artificial (IA), automação e Internet das Coisas trazem grandes oportunidades para um país pequeno, aberto e altamente digitalizado como a Dinamarca. Mas é necessária a combinação certa de habilidades, políticas e regulamentações para maximizar as oportunidades e, ao mesmo tempo, minimizar os riscos, que também é fundamental não perdermos de vista. Nossa parceria com a WEF (FEM) em São Francisco será um passo importante nessa direção”.

Os analistas observam o crescimento e aproveitamento tecnológico recente como positivo, pois o mesmo incentiva a desburocratização produtiva, amplia o prolongamento da vida e favorece a preservação ambiental. Entretanto, chamam a atenção para os efeitos negativos que o uso destas tecnologias pode provocar, como a propagação do desemprego e mesmo a depressão psicológica.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1 Organograma da Internet das Coisas” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/3/3f/Iot_apps.png

Imagem 2 Ministro dos Negócios Estrangeiros da Dinamarca, Anders Samuelsen” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/9/9d/Anders_Samuelsen_taler_under_Folkem%C3%B8det_2016_%28cropped_to_torso%29.jpg/567px-Anders_Samuelsen_taler_under_Folkem%C3%B8det_2016_%28cropped_to_torso%29.jpg

Bruno Veillard - Colaborador Voluntário Júnior

Mestrando pelo Programa de Pós-graduação em Sociologia e Política (PPG-SP), e Bacharel em Relações Internacionais pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro vinculado a Universidade Cândido Mendes (IUPERJ/UCAM). Atua na produção de notas analíticas e análises conjunturais na área de política internacional com ênfase nos países Nórdico-Bálticos e Rússia.

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