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[:pt]A questão de como ficarão as práticas de monitoramento dos EUA, depois da eleição de Donald Trump[:]

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Após o mundo ser pego de surpresa com a eleição do candidato Donald Trump como 45º Presidente norte-americano, a mídia e o mundo entraram em um frenesi numa tentativa de prever as primeiras decisões e passos no momento seguinte ao que ele assumir o Salão Oval.

Em relação ao aparato de vigilância norte-americano, o qual cresceu exponencialmente durante as administrações Bush e Obama, os especialistas e ativistas de direitos digitais e humanos estão preocupados com Trump possuindo controle total desses poderes. Destaca-se que mesmo depois das denúncias de Edward Snowden o aparato só sofreu reformas e concessões modestas, continuando, em grande parte, sem limites ou supervisão.

Referindo-se aos poderes de vigilância em massa, e após os hackers russos terem continuado a vasculhar os e-mails de sua oponente, a democrata Hillary Clinton, Donald Trump disse “eu queria ter esse poder… Cara, isso seria poder”. Quando Edward Snowden revelou o alcance das capacidades de espionagem da NSA, ele disse que seu temor era pelo futuro da Agência e exercício desses poderes. Diante da possibilidade de uma presidência sem limites assumir tal capacidade de vigilância, Snowden alertou: “Não haverá nada que as pessoas possam fazer naquele momento para se oporem a isso. E será uma tirania ao virar de uma chave”. 

Snowden, que atualmente está exilado na Rússia, não descarta a possibilidade de um acordo entre Trump e Putin para o seu retorno e julgamento nos Estados Unidos. Trump expressou sua opinião em relação ao ex-analista da NSA em um tweet de 2014: “Snowden é um espião que causou grandes danos nos EUA. Um espião, nos velhos tempos, quando nosso país era respeitado e forte, seria executado”. Porém Snowden disse que não tem medo. Declarou: “Se eu estivesse preocupado com a segurança, se a segurança e o futuro de mim fosse tudo o que eu me importava, ainda estaria no Havaí”.

Conforme vem sendo disseminado pela mídia, diante da presidência de Donald Trump, os grupos que possuem mais motivos para se preocuparem são os das minorias (mulçumanos, mexicanos, afro-americanos, entre outros), que já foram atacados pelo inflamado discurso de Trump. Independentemente das especulações que podem ser feitas a respeito de sua Presidência, analistas apontam que se Trump cumprir parte do que está em seus discursos, será possível tomar como profético o alerta de Snowden.

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ImagemDonald Trump” (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=53071112

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Vídeo para consulta:

https://www.youtube.com/watch?v=rVzJBEYtFKU

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Breno Pauli Medeiros - Colaborador Voluntário Júnior

Mestrando em Ciências Militares pela Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME). Formado em Licenciatura e Bacharelado em Geografia pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Desenvolve pesquisa sobre o Ciberespaço, monitoramento, espionagem cibernética e suas implicações para as relações internacionais. Concluiu a graduação em 2015, com a monografia “A Lógica Reticular da Internet, sua Governança e os Desafios à Soberania dos Estados Nacionais”. Ex bolsista de iniciação científica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), período no qual trabalhou no Museu Nacional. Possui trabalhos acadêmicos publicados na área de Geo-História e Geopolítica.

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