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A questão de pedidos de asilo na Dinamarca é uma situação sensível, porém é um tema que abrange todo o território da União Europeia (UE), pois o Bloco é alvo de milhares de imigrantes originários do Oriente Médio e da África, que fogem de seus países natais por causa de conflitos e de instabilidades[1].

A especificidade dinamarquesa compreende um aumento de 105% no número de refúgios no período de 20132014, conforme dados da Eurostat, e torna a absorção destas pessoas na sociedade preocupante ao Governo, pois a estatística indica que, desde os anos 2000, 75% deles encontram dificuldades para conseguir emprego[2].

A Ministra da Integração do país, Inger Stjøberg, declarou: “Queremos recompensar as pessoas que vêm para cá e que desejem integrar-se[3]. Tem-se indicado a redução de custos governamentais aos requerentes de asilo, que consomem entre10.849 e 28.832 coroas dinamarquesas por mês, sendo o primeiro montante referente a indivíduos sem dependentes e o segundo aplicados a casais com filhos[4]. O objetivo é desestimular a atratividade da Dinamarca no âmbito da imigração, por meio de um Acordo Partidário, para que esses valores tenham decréscimo e cheguem respectivamente a 5.945 a 16.638 coroas dinamarquesas por mês, em benefícios. A exceção seria a fluência no idioma local, cujo valor pago corresponderia a 1.500 coroas dinamarquesas, por mês[4].

Conforme apontam analistas, a principal vantagem ao país seria o equilíbrio fiscal, com a economia de 400 milhões de coroas[4], mas também a possibilidade de melhor assistência aos que já se encontram na Dinamarca. Porém, no tocante a desvantagem, tem-se a falta de estrutura social e econômica, que beira o limite, e a indecisão política do Bloco europeu sobre a questão do fluxo migratório excessivo, sobretudo, após a flexibilização do Regulamento de Dublin, o qual determina ao país de ingresso destes imigrantes a responsabilidade pelas solicitações de asilo[1].

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Imagem Copenhague” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/d/d5/Nyhavn%2C_Copenhagen.jpg/640px-Nyhavn%2C_Copenhagen.jpg

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Fontes Consultadas:

[1] Ver Imigração: um sonho chamado Europa”:

http://pt.euronews.com/2015/05/14/imigracao-um-sonho-chamado-europa/ (Acesso em: 24.07.2015)

[2] Ver A Grande Crise da Migração da Europa”:

http://pt.gatestoneinstitute.org/6192/europa-migracao (Acesso em: 24.07.2015)

[3] Ver Dinamarca quer cortar para metade os apoios aos imigrantes de fora da UE”:

http://www.publico.pt/mundo/noticia/dinamarca-quer-cortar-para-metade-os-apoios-aos-imigrantes-1700838 (Acesso em: 24.07.2015)

[4] Ver Governo apresenta propostas mais duras sobre asilo”:

http://cphpost.dk/news/government-unveils-tougher-asylum-proposal.html (Acesso em: 16.07.2015)

Bruno Veillard - Colaborador Voluntário Júnior

Mestrando pelo Programa de Pós-graduação em Sociologia e Política (PPG-SP), e Bacharel em Relações Internacionais pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro vinculado a Universidade Cândido Mendes (IUPERJ/UCAM). Atua na produção de notas analíticas e análises conjunturais na área de política internacional com ênfase nos países Nórdico-Bálticos e Rússia.

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