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A relação entre Dinamarca e UE na Crise Grega

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A Dinamarca é um país sensível às necessidades sociais, sobretudo no tocante aos seus cidadãos, que desfrutam de um generoso sistema de bem-estar social. Entretanto, o equilíbrio fiscal e a carência de vontade política não contribuem para o envio de auxílio aos gregos no âmbito da coleta europeia, que sofre forte oposição dos partidos conservadores dinamarqueses[1].

Após a instauração da Crise Grega, os países da União Europeia (UE) buscaram negociar acordos e soluções que viabilizassem a estabilização da economia grega por meio de empréstimos, todavia, os recursos financeiros necessários para os empreendimentos dependem da flexibilização e da boa vontade da maioria dos EstadosParte.

A Dinamarca mostra-se relutante em ceder valores, pois advoga que as crises da Zona do Euro devem ter resolução dentro da mesma e os casos da União devem ter solução no âmbito dos EstadosMembros do próprio Bloco. O Ministro das Finanças do país, Claus Hjort Frederiksen, declarou ao Comitê Europeu de Finanças que a justificativa de seu apoio seria uma “situação excepcional e difícil[1].

Dentro desta perspectiva, analistas entendem que a situação seria vantajosa aos dinamarqueses caso participem da concessão de empréstimos, pois o país poderia reaver seu dinheiro por meio de reembolso[2], e a demonstração de solidariedade poderia contribuir com a imagem do Estado na pauta dos Direitos Humanos

O Tesoureiro do Partido do Povo Dinamarquês, René Christensen, no entanto, afirmou: “Estamos muito mais perto de dizer não do que sim[2]. Ele teme que terceiros países desejem pedir ajuda econômica ao Bloco europeu e, dessa forma, observadores encaram esta realidade como desvantajosa para a Dinamarca. Isso significa que a instauração deste cenário poderia transformar a União em um caos, ou tornar o sistema de socorro financeiro insustentável e afetar os dinamarqueses, com possibilidade de questionamento de sua permanência no Bloco, pois eles já possuem suas obrigações para com seus nacionais, além de inúmeros pedidos de asilo.

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ImagemPorto de Copenhague” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/6/65/Drapeau_danois_-_port_de_Copenhague.jpg/640px-Drapeau_danois_-_port_de_Copenhague.jpg

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Fontes Consultadas:

[1] Ver Várias partes são contra os empréstimos de emergência a Grécia”:

http://ekstrabladet.dk/nyheder/politik/danskpolitik/flere-partier-er-imod-dansk-noedlaan-til-graekenland/5649644 (Acesso em: 06.07.2015)

[2] Ver Vários partidos são contra os empréstimos dinamarqueses a Grécia”:

http://jyllands-posten.dk/politik/ECE7873156/Flere-partier-imod-dansk-n%C3%B8dl%C3%A5n-til-Gr%C3%A6kenland/ (Acesso em: 16.07.2015)

Bruno Veillard - Colaborador Voluntário Júnior

Mestrando pelo Programa de Pós-graduação em Sociologia e Política (PPG-SP), e Bacharel em Relações Internacionais pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro vinculado a Universidade Cândido Mendes (IUPERJ/UCAM). Atua na produção de notas analíticas e análises conjunturais na área de política internacional com ênfase nos países Nórdico-Bálticos e Rússia.

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