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A relação entre economia e o quadro olímpico de medalhas

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Com a proximidade dos “Jogos Olímpicos de Londres” (a começar em julho próximo) a especulação em torno do quadro de medalhas aumenta. Existe sempre a expectativa de novas vitórias, manutenção de recordes e até mesmo algumas surpresas no quadro de medalhas, como visto em 2008, em Pequim, quando os EUA perderam a liderança para os donos da casa, a China. Mas o que parece ser resultado em maior parte do esforço e dedicação dos atletas, também parece ser uma ciência mais exata do que se havia imaginado.

 

De acordo com um estudo realizado pela PWC, cobrindo desde as “Olimpíadas de 2000”, em Sidney, a estrutura do “quadro de medalhas olímpico” tem quatro fatores extra-esportivos que são determinantes: (1) a população, (2) a “renda média per capita”, (3) a “participação no antigo Bloco soviético” e (4) o “país ser a sede da competição”. Para a construção de cenários, além desses fatores, o estudo toma como ponto de partida o quadro de medalhas da edição anterior, nesse caso, “Pequim 2008”, para projetar as conquistas da atual competição.

O aumento de fatores como (1) população e (2) renda média per capita representam especialmente uma melhora na performance dos atletas. Porém, a existência de momentos extras, em que não há uma relação direta entre conquistas olímpicas com a renda e a população de um pais que vence possibilita as histórias de contos de fadas nos “Jogos Olímpicos”. São ocasiões em que um atleta ou uma equipe de uma não-potência vence aqueles atletas ou equipes de países tidos como favoritos.

Mas, há aspectos que devem ser considerados para entender essas vitórias inacreditáveis. A pesquisa realizada cita a possibilidade de atletas de grande nível de países menores irem treinar em grandes centros, como são os casos de desportistas do mundo todo que vão para universidades nos EUA nas quais treinam como os atletas daquele país.

Outra explicação é a especialização que ocorre em determinadas sociedades, diferentemente do que é visto nos EUA, China e Rússia (principais potências esportivas do mundo) que tem atletas de alto nível em diversos esportes, olímpicos e não olímpicos. Esses países “menores” tendem a se especializar para poderem obter sucesso, como são os casos exemplares da Jamaica e do Quênia no atletismo.

Também é um fator importante, mas que está perdendo força, a participação que tiveram alguns países no extinto “Bloco Soviético”, ou no grupo de Estados comunistas, incluindo-se Cuba e China. A importância do esporte como forma de manifestação política, estímulo para organização social e publicidade nestes países ainda guarda seus resquícios vinte anos depois do fim da “União das Repúblicas Socialistas Soviéticas” (URSS), destacando-se, contudo,  que a força deles diminui à medida que os investimentos do Estado no esporte desses país também se reduz. A única real exceção é a Rússia que, mesmo com o fim do modelo comunista, ainda se mantém como uma das principais potências esportivas.

Por último, o fator casa também influencia muito nos resultados obtidos pelos atletas, considerando a força e o tamanho da modalidade esportiva para o país. Isso pôde ser visto com maior abrangência nas Olimpíadas de Sidney e Pequim, 2000 e 2008, respectivamente. Os chineses pularam de 63 para 100 medalhas olímpicas e ficaram à frente dos EUA no quadro geral de medalhas por terem conquistado um número maior de medalhas de ouro. Os australianos, o outro exemplo, ficaram com 58 medalhas quando as Olimpíadas foram na sua casa, comparando com as 49 que ganharam em Athenas, no ano de 2004, e as 46 conquistadas nas “Olimpíadas de Pequim” (em 2008).

Para os ingleses, que sediarão os Jogos deste ano (2012) a Pesquisa estima um quarto lugar no quadro geral, com 54 medalhas no total, representando 7 medalhas a mais que as recebidas na última competição.

Para os brasileiros, especula-se uma participação semelhante a realizada quatro anos atrás, com 15 medalhas. Seguindo este raciocínio apresentado na Pesquisa, para daqui quatro anos (quando os brasileiros sediarão os “Jogos Olímpicos” no “Rio de Janeiro”,em 2016) será importante contar com o “fator casa” e esperar a melhor participação olímpica dos atletas brasileiros, contudo, nada será alcançado se os devidos investimentos não forem realizados.

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Fontes:

Ver:

http://www.brasileconomico.ig.com.br/noticias/cenario-economico-e-politico-influenciam-medalhistas-olimpicos_118158.html

Ver

http://www.pwc.com/et_EE/EE/publications/assets/pub/Olympic_medals_paper_2012_final.pdf

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