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Na última semana, encerraram-se as atividades do Fórum Econômico do Leste, de 2016, o qual teve sua realização na cidade russa de Vladivostok, no início deste mês (setembro). A reunião contou com a participação de mais de 3.000 pessoas, originárias de 60 países, cujas delegações de maior destaque foram a japonesa, a chinesa e a sul-coreana. O propósito do evento é estimular a cooperação e a implementação de projetos empresariais no âmbito da região da Ásia-Pacífico, o qual obteve êxito na atração de 207 chefes de empresas russas, 94 de empresas estrangeiras e 1.500 representantes empresariais.

A Rússia aposta no desenvolvimento da região do Extremo Oriente, por meio do estabelecimento de infraestrutura nos setores de energia e de transporte, com a finalidade de expandir a produção e o desenvolvimento econômico regional. As resultantes mostram-se favoráveis na produtividade industrial local, conforme se observa no crescimento superior a 5%, ou seja, bem acima da média nacional, que foi de 0,3%. Todavia, este êxito se deve à criação das Avançadas Zonas Econômicas Especiais (ASEZs) e da nova lei que regulou o Porto de Vladivostok, instituindo-o em Zona Franca.

Além de elevar a taxa de natalidade local, as políticas de apoio empresarial encontraram demanda efetiva, visto que somente no ano pretérito (2015) a região atraiu mais de 1 trilhão de rublos (US$ 15 bilhões) em investimentos e quantitativo superior a 300 projetos tiveram apresentação no Extremo Oriente russo. Atualmente, 172 projetos de investimento tiveram lançamento em mais de 10 ASEZs, com acréscimo de 514 bilhões de rublos na economia regional e, após o anúncio da legislação do Porto Livre de Vladivostok, mais de 122 investidores escolheram a localidade para fazerem negócios, os quais trarão 173 bilhões de rublos para esta Zona Econômica Exclusiva.

No tocante aos projetos, o Ministro russo para o Desenvolvimento do Extremo Oriente, Alexander Galushka, afirmou: “Estes investimentos foram feitos em projetos tangíveis por apoiadores totalmente concretos. Os projetos especializam-se em construção naval, refino de petróleo, agricultura, desenvolvimento de infraestruturas de transporte e logística, e extração de recursos naturais e processamento”. No âmbito da geografia econômica, o Presidente da Rússia, Vladimir Putin, declarou: “Nós estabelecemos um objetivo grande, ambicioso em todos os sentidos, uma tarefa de enorme escala: fazer do Extremo Oriente um dos centros de desenvolvimento social e económico da Rússia – uma região poderosa, dinâmica e avançada”.

Conforme a opinião dos analistas, é relevante mencionar dois aspectos importantes no tangente as ações do Fórum Econômico do Leste: o primeiro aspecto é de natureza estatal, pois a Rússia encontrou uma alternativa criativa para incentivar sua economia em tempos de sanções estrangeiras e de recessão mundial, e possibilitou a ascensão econômico-social de um lugar de baixa população e de pequena estrutura produtiva; o segundo aspecto diz respeito às Relações Internacionais, visto que o país reinventou uma nova estratégia de atuação na área de integração regional, por meio da aproximação econômica com os principais polos tecnológicos do Extremo Oriente, a China, o Japão e a Coreia do Sul, os quais contribuem para a expansão de novas arquiteturas político-econômicas na Eurásia.

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ImagemRegião do Krai Primorsky Vladivostok” (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Map_of_Russia_-_Primorsky_Krai_(2008-03).svg

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Bruno Veillard - Colaborador Voluntário Júnior

Mestre em Sociologia Política (2018) e Bacharel em Relações Internacionais (2014) pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro – IUPERJ vinculado a Universidade Cândido Mendes. Atualmente incorpora o quadro do CEIRI Newspaper, onde atua na qualidade de colaborador voluntário na produção de notas analíticas e conjunturais na área de política internacional europeia com ênfase nos Estados Nórdico-Bálticos e Rússia.

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