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Se, por um lado, o Brasil alcançou várias metas dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), credenciando o país como uma fonte de boas práticas principalmente em áreas sociais, o mesmo não se pode afirmar em questões relativas ao meio ambiente. De acordo com o Greenpeace, apesar da redução do desmatamento entre 2005 e 2012, o desmatamento entre agosto de 2015 e julho de 2016 foi de 7.989 km², 29% maior que no período 2014-2015. A título de comparação, a liberação de 586 milhões de toneladas de carbono equivalente se compara à missão de gás por todos os automóveis no Brasil em um período de 8 anos.

No entanto, diante da multiplicidade de indicadores, avaliações e desafios, dois conjuntos de rankings devem ser levados em consideração, antes de determinados pré-julgamentos. Em primeiro lugar, há rankings voltados para a avaliação de capacidades, seja exclusivamente sobre o meio ambiente, seja pela noção de desenvolvimento sustentável, que une também questões sociais e econômicas. Nesse caso, o Environmental Performance Index, da Universidade de Yale, classifica o Brasil em 46º, de um total de 180 países, de acordo com 9 temas: a) impacto na saúde; b) qualidade do ar; c) água e saneamento; d) recursos hídricos; e) agricultura; f) florestas; g) pesca; h) biodiversidade e habitat; e i) clima e energia. No Ranking da Robeco and RobecoSAM, o Brasil está em 42º, após a avaliação de 17 indicadores que compreendem pesos para indicadores sociais, de governança e ambientais.

Em segundo lugar, há rankings relacionados às capacidades naturais, isto é, a balança entre o que a natureza produz e o que se consome dela. De acordo com o Ecological Footprint, o Brasil é o nono país com mais créditos, entre produção e consumo. A biocapacidade do país excede em 190% o consumo de sua população. Nesse ranking, o país fica atrás de Guiana, Congo, República Central Africana, Bolívia, República Democrática do Congo, Timor-Leste, Uruguai e Eritreia. Nesse ranking, dois pontos merecem destaques: a diversidade e riqueza ambiental do país; e o nível econômico, em termos de consumo, da sociedade. Por exemplo, no outro extremo, Cingapura tem uma taxa de consumo de 16.000% superior à biocapacidade do país.

Em suma, diante de inúmeros comunicados, análises, indicadores e objetivos, vale a pena ressaltar a natureza de diferentes indicadores, o sucesso absoluto e relativo de políticas chaves, ligadas não apenas à proteção do meio ambiente, como também, àquelas que garantem a estabilidade de curto, médio e longo prazo, contribuindo, assim, para a estabilidade política e econômica dos países.

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Imagem 1 Sustentabilidade aninhada ” (Fonte Ecological Foodprint):

http://www.footprintnetwork.org/content/documents/ecological_footprint_nations/index.html

Imagem 2 Equilíbrio entre meio ambiente, sociedade e economia ” (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/wiki/File%3ANested_sustainability-v2.svg

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João Antônio dos Santos Lima - Colaborador Voluntário

Mestre em Ciência Política na Universidade Federal de Pernambuco e graduado em Relações Internacionais na Universidade Estadual da Paraíba. Tem experiência como Pesquisador no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) no projeto da Cooperação Brasileira para o Desenvolvimento Internacional (Cobradi). Foi representante brasileiro no Capacity-Building Programme on Learning South-South Cooperation oferecido pelo think-tank Research and Information System for Developing Countries (RIS), na Índia; digital advocate no World Humanitarian Summit; e voluntário online do Programa de Voluntariado das Nações Unidas (UNV) no projeto "Desarrollar contenido de opinión en redes sociales sobre los ODS". Atualmente, mestrando em Development Evaluation and Management na Universidade da Antuérpia (Bélgica) e Embaixador Online do UNV na Plataforma socialprotection.org.

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