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[:pt]Abstenção dos EUA diante de resolução da ONU causa indignação no Estado israelense[:]

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Na penúltima sexta-feira, dia 23 de dezembro, foi aprovado no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) um projeto de Resolução que visa acabar com a construção de moradias de Israel em territórios tidos como palestinos. Os pontos “chaves” da construção são na Cisjordânia, onde encontram-se cerca de 430 mil israelenses, atualmente, e Jerusalém Oriental, que abriga outros 200 mil, de acordo com a agência de notícias francesa France Presse.

Conforme vem sendo disseminado nas principais mídias internacionais, a ONU alertou a Israel, por diversas vezes, sobre a colonização no território palestino, avisando que isso seria um empecilho para os esforços de paz entre aquele povo e os Israelenses. No entanto, constatou-se que há alguns meses a construção de casas no território palestino aumentou, o que fez as Nações Unidas tomarem novas e mais rígidas medidas, como a Resolução aprovada do dia 23.

Esta proposta de Resolução foi apresentada pelos países: Senegal, Malásia, Venezuela e Nova Zelândia. A princípio incluía também o Egito, mas, por pressão de Israel e do presidente-eleito dos Estados Unidos (EUA), Donaldo Trump, o mesmo recuou, ficando apenas os quatro em questão.

O interesse desta Resolução é encontrar um caminho para a paz entre palestinos e israelenses, pois entendem os requerentes que a colonização por meio de assentamentos – nome dado a construção de moradias – colocava em risco a viabilidade da solução entre os dois Estados, além de impedir a criação do Estado da Palestina. Outro ponto acerca da Resolução diz respeito à reação dos israelenses, em respeito a mesma. O Documento aconselha que Israel tome medidas imediatas para reverter a situação no terreno e assim prevenir atos de violência contra civis.

Para a aprovação da Resolução seria preciso que o maior número de Estados representados no Conselho de Segurança a aprovassem, e que nenhum dos que possuem assentos permanentes vetassem. O número de países que compõem o Conselho são 15 e, dentre estes, 5 são os que possuem assentos permanentes e também o poder de veto, sendo eles: EUA, Rússia, China, França e Grã-Bretanha. A Resolução foi aprovada por 14 votos a favor, mas o que chamou atenção e trouxe indignação ao Estado Israelense foi a abstenção dos EUA, que teve a chance de intervir com o poder de veto, mas não o fez.

Israel estimava que EUA interferissem na proposta, como ocorreu em 2011, quando uma Resolução semelhante foi apresentada ao Conselho de Segurança, contudo, o Governo norte-americano alegou ter dúvidas quanto à eficácia da mesma em relação as negociações de paz entre israelenses e palestinos e, por conta disso, usou seu poder de veto e impediu que a proposta fosse adiante.

Após a aprovação, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, por meio de seu Gabinete, emitiu um comunicado repudiando tal Resolução e a chamou de “vergonhosa e anti-israel”. Por conta disso, afirmou que “não irá respeitar seus termos”. Referindo-se ao Governo Obama, Netanyahu alegou que, além do mesmo não “proteger Israel contra essa conspiração na ONU”, o Governo do atual Presidente ainda “colaborou nos bastidores”. 

Para além disso, Donald Trump, Presidente-eleito dos EUA, que governará a partir deste ano (2017), também mostrou seu descontentamento com a atitude do Governo de Obama. Segundo publicado no jornal estadunidense The Washington Post, Trump divulgou mensagens em seu twitter na quarta-feira, dia 28 de dezembro, acusando o presidente Obama de prejudicar a relação dos EUA com aquele país, além de demonstrar seu apoio ao Governo de Israel, incentivando-o a “permanecer forte” até dia 20 de janeiro, quando Trump tomará posse.

Para conter as tensões entre Israel e EUA, o Secretário de Estado norte-americano, John Kerry, se pronunciou, também no dia 28 de dezembro, e afirmou que a decisão estadunidense de se abster foi de acordo com os valores estadunidenses, e que, apesar da boa relação entre ambos os países, isso não significa que os EUA devam aceitar qualquer política. Segundo ele, “Amigos também precisam dizer as coisas difíceis uns para os outros.

Kerry ainda explicou os motivos pelos quais seria necessário interromper os assentamentos, dado as condições do local, onde a violência e o terrorismo cresciam das duas partes e findavam destruindo “as esperanças de paz para ambos os lados”.

Já com relação ao posicionamento da Palestina em relação a proposta de Resolução, seu negociador-chefe, Saeb Erekat, comunicou à imprensa que aquele era um “dia de vitória” também para o direito internacional, que passava a ter, daquele dia em diante, uma linguagem mais civilizada e de negociação, além também de finalmente combater a rejeição total das forças extremistas em Israel.

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Imagem 1Cartaz de um movimento pacifista: bandeiras de Israel e da Palestina e a palavra paz em Hebraica e Árabe” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Conflito_israelo-palestino#/media/File:Israel_and_Palestine_Peace.svg

Imagem 2Câmara do Conselho de Segurança da ONU em Nova Iorque” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Conselho_de_Segurança_das_Nações_Unidas

Imagem 3Benjamin Netanyahu” (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/Benjamin_Netanyahu

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Ana Raquel Cordeiro - Colaboradora Voluntária Júnior

Graduada em Relações Internacionais (2014) pela Universidade da Amazônia – PA e profissionalmente atua com gestão de empresas. Áreas de interesse em pesquisa são em Marketing e mídias Internacionais, Conflitos bélicos e étnicos de interesse internacional, dentre outros.

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