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Ações dos “Bancos Centrais” do mundo aumentou a capacidade de ação do “Mercado Financeiro Global” entre 2012 e 2013

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Na última semana, o “Banco Internacional de Compensações” publicou o seu “83º Relatório Anual”. O Banco, mais conhecido como BIS (do inglês, “Bank for International Settlements”), foi criado em 1930 como uma entidade intergovernamental capaz de atender às compensações que a Alemanha deveria pagar em reparação aos danos da “I Guerra Mundial”.

Hoje, ele conta com 60 países membros: além dos oito países originais do tratado (Alemanha, Bélgica, Reino Unido, Itália, Japão, Estados Unidos e Suíça), atualmente o BIS conta com membros de todos os continentes[1], e se destina a atender os “Bancos Centrais” (BCs) ou autoridades monetárias dos seus países-membros.

O “Relatório Anual do BIS” é uma das principais fontes de informação a respeito da saúde do sistema financeiro mundial, por agregar diversas informações fornecidas pelos seus membros. Uma das suas seções mais importantes é a seção que fala dos últimos doze meses anteriores à sua publicação, criando um cenário interessante a respeito da economia mundial.

Segundo o documento, que engloba o ano fiscal entre Julho de 2012 e Junho de 2013, os últimos 12 meses foram de baixo crescimento em todo o mundo. Por esta razão, a opção de muitos BCs ou “Autoridades Monetárias” foi a de reduzir suas políticas de estímulo às suas economias e aqueles que não puderam fazer aliviaram a sua política monetária “mudando os seus alvos, e alterando a estrutura de suas compras de ativos, além de focar em canais específicos dentro do mecanismo de transmissão monetária internacional[2]. Assim, um fluxo monetário grande deixou os países mais ricos em direção às economias em desenvolvimento, causando grande pressão monetária nestes países e o aumento da pressão cambial dos mesmos. Entre os países que tomaram esta política, podemos citar a Índia, o Brasil e a China, além da República Tcheca, Hungria, México e Polônia.

Finalizando sua discussão a respeito da atuação dos BCs no mundo, o BIS afirma que estas ações mantiveram o funcionamento do mercado financeiro. Sobretudo no segundo semestre, as políticas monetárias dos países-membros da Organização tiveram como objetivo impedir a fuga de capitais, tendo obtido sucesso em manter o fluxo internacional de divisas, embora os resultados destas políticas tenham sido muito diferentes em diversas economias. Por fim, o Banco afirma que, apesar destas políticas, o futuro financeiro global ainda é instável e imprevisível.

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Imagem Banco Internacional de Compensações articula as atividades dos Bancos Centrais de seus países-membros” (Fonte):

http://www.bis.org/images/history/Botta.jpg

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Fonte consultada:

[1] A lista de países-membro do BIS pode ser acessada através do website institucional do BIS (Ver):

http://www.bis.org/cbanks.htm

[2] Ver (em inglês a totalidade do Relatório, podendo observá-lo por capítulos. A política Monetária está no capítulo VI):

http://www.bis.org/publ/arpdf/ar2013e.htm

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Ver também:

http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,a-vez-dos-governos-,1047084,0.htm

Gustavo Blum - Colaborador Voluntário

Mestrando em Geografia pela Universidade Federal do Paraná, com Especialização de Gestão de Projetos pela FAE Business School e Internacionalista formado pelo Centro Universitário Curitiba. Tem experiências nas áreas acadêmica e institucional, em análise e criação de cenários políticos e econômicos, oportunidades e desafios públicos e privados. Atualmente, é responsável pela área de Relações Institucionais da Câmara Americana de Comércio para o Brasil em Curitiba (AMCHAM Brasil - Curitiba).

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