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Nas últimas semanas, o Conselho da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) afirmou o convite à Letônia para sua participação na instituição. Após 3 anos de negociações, os 34 países-membros decidiram, por unanimidade, a aprovação de ingresso do país, o qual passou por análise de 21 comitês técnicos. Os objetivos das avaliações visavam a verificação da capacidade de implementação de instrumentos jurídicos e a comparação de ações e práticas, em conformidade com os valores do Bloco.

A notícia trouxe ânimo a Riga, que possui expectativa de novas conjunturas para o futuro, consoante salienta o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Edgars Rinkēvičs, ao afirmar que: A adesão à OCDE tem sido uma das prioridades da Letônia por algum tempo. Como um Estado-membro da OCDE a Letônia terá uma oportunidade trabalhando em conjunto com as economias mais desenvolvidas para enfrentar os grandes desafios globais.

A importância no âmbito político e econômico é considerável ao país, visto que eleva seu nível de poder e confiança entre os Estados-parte, e, sobretudo, diante de terceiros países, pois esta ação tende a atrair a atenção de investidores estrangeiros, empresas e instituições financeiras internacionais que podem trazer benefícios aos letões, a exemplo da relação entre classificação de crédito e taxas de financiamento.

O padrão valorativo da OCDE preza pelo aumento da qualidade de vida no mundo por meio de ações de transparência administrativa, medidas anticorrupção e investimentos no tangente a melhoria ambiental. Estas ações contribuem de forma substancial para qualquer Estado-membro e, à medida que o mercado as observa, o mesmo estimula recompensas aos atores, de modo a atribuir à Letônia e demais cooperadores uma espécie de selo de qualidade internacional.

A aderência oficial está prevista para ocorrer em Paris, no início do mês de junho, com encaminhamento para ratificação pelo Parlamento Letão, e, de acordo com analistas, percebe-se que a medida é de grande valia para Riga, pois abre um novo caminho de reinserção global, capaz de provocar oportunidades à população local. Entretanto, é pertinente mencionar que o equilíbrio é fundamental para evitar situações de crises financeiras ou mesmo as que possam vir a tornarem-se em obstáculo ao desenvolvimento.

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ImagemMinistro dos Negócios Estrangeiros da Letônia” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/6/63/V%C3%A4lisminister_Urmas_Paet_kohtus_t%C3%A4na_Tallinnas_L%C3%A4ti_uue_v%C3%A4lisministri_Edgars_Rink%C4%93vi%C4%8Dsega._31._oktoober_2011_%286298112439%29.jpg

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Fontes Consultadas, para maiores esclarecimentos:
[1]
A Letônia é convidada a aderir à OCDE” (Acesso: 11.05.2016):

http://www.mfa.gov.lv/en/news/latest-news/50709-latvia-is-invited-to-join-the-oecd

[2] Adesão: Letónia convidados a participar da OCDE” (Acesso: 11.05.2016):

http://www.oecd.org/latvia/accession-latvia-invited-to-join-oecd.htm

[3]Nos próximos dias, são esperadas notícias sobre a adesão da Letônia na OCDE” (Acesso: 11.05.2016):

http://nra.lv/latvija/172008-tuvakajas-dienas-gaidamas-zinas-par-latvijas-dalibu-oecd.htm

Bruno Veillard - Colaborador Voluntário Júnior

Mestrando pelo Programa de Pós-graduação em Sociologia e Política (PPG-SP), e Bacharel em Relações Internacionais pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro vinculado a Universidade Cândido Mendes (IUPERJ/UCAM). Atua na produção de notas analíticas e análises conjunturais na área de política internacional com ênfase nos países Nórdico-Bálticos e Rússia.

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