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Agência de Cooperação Internacional do Japão lança novo modelo de atuação. Possibilidades para Setor Público, Setor Privado, e Terceiro Setor

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A Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA), atuante no Brasil há 50 anos, alterou sua estratégia de atuação no Brasil, acompanhando a tendência brasileira de país doador de ajuda para o desenvolvimento – além de ser país receptor. 

 
A Cooperação nipo-brasileira esteve alicerçada no modelo bilateral. Com a mudança da estratégia de atuação, o modelo da cooperação passa a ser também a Tripartite, utilizando a proximidade cultural e a liderança global brasileiras para ampliar acordos tripartites em agricultura e saúde, tendo como regiões prioritárias as nações de língua portuguesa na África e países da América do Sul. 
 
A JICA sempre atuou com implementação de projetos de Cooperação Técnica, que podem envolver o envio de peritos do Japão para oferecer apoio técnico, convite de países em desenvolvimento para treinamento, ou a provisão de equipamento necessário, além do fato de determinados projetos beneficiarem-se de know-how técnico e experiência acumulada do setor privado. Esse método foi criado pela JICA para consignar toda a gerência de um projeto a uma organização privada, utilizando recursos humanos e know-how no setor privado. 
 
Agora, além da Cooperação Técnica, a JICA passa a centralizar as ações de Cooperação Internacional do Japão, agindo também na Cooperação Financeira, com as operações de empréstimo reembolsável (deve ser restituído a Agência) da Assistência Oficial para o Desenvolvimento (AOD) do Banco Japonês de Cooperação Internacional (JBIC) e grande parte das atividades de cooperação financeira não-reembolsável (não precisa ser restituído a Agência), do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Japão. 
 
Apesar do declínio da Cooperação entre os dois países, causado pelo crescimento econômico brasileiro, que refletiu na reorientação da atuação japonesa focando em países mais pobres, a JICA possui uma carteira ativa no Brasil de quase US$ 1 bilhão, ressaltando que possui o segundo maior orçamento entre os organismos de Cooperação Internacional (US$ 10,3 bilhões para o atual ano fiscal), atrás apenas do Banco Mundial. 
 
Atualmente, ela está privilegiando as ações globais em mudanças climáticas, água, alimentos, energia, doenças infecciosas e crise econômica, além de focar a redução da pobreza, fortalecimento institucional e reconstrução de países afetados por guerras e desastres. 
 
Este novo modelo de Cooperação apresentado pela JICA indica que haverá um crescimento significativo relacionado à Cooperação entre os dois países, e nestes tempos de crise é primordial para o Brasil ter técnicos capazes de captar os benefícios de agências como essa e implementar devidamente os projetos, caso contrário a Cooperação Internacional ficará apenas no discurso entre surdos e cegos.

 

 

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Daniela Alves - Analista CEIRI - MTB: 0069500SP

Mestre em Medicina pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Bacharel em Relações Internacionais, jornalista e Especialista em Cooperação Internacional. Atualmente é CEO do Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais (CEIRI) e Editora-Chefe do CEIRI NEWSPAPER. Vencedora de vários prêmios nacionais e internacionais da área dos Direitos Humanos. Já palestrou em várias cidades e órgãos de governo do Brasil e do Mundo sobre temas relacionados a profissionalização da área de Relações Internacionais, Paradiplomacia, Migrações, Tráfico de Seres Humanos e Tráfico de órgãos. Trabalhou na Coordenadoria de Convênios Internacionais da Secretaria Municipal do Trabalho de São Paulo e na Assessoria Técnica para Assuntos Internacionais da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho do Governo do Estado de SP. Atuou como Diretora Executiva Adjunta e Presidente do Comitê de Coordenação Internacional da Brazil, Russia, India, China, Sounth Africa Chamber for Promotion an Economic Development (BRICS-PED).

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