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A Agenda de Segurança e a Reforma Judiciária pautam o encontro entre Governos dos EUA e Albânia

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Nesta última quinta-feira (17 de abril), o Primeiro-Ministro da Albânia, Edi Rama, fez visita à Casa Branca, juntamente com sua equipe de Governo. Recebido pelo presidente Barack Obama e pelo vice-presidente Joe Biden, ele participa do marco de 25 anos de consolidação das relações diplomáticas entre os dois Estados. As relações entre ambos foram cessadas quando, após a Segunda Guerra Mundial, em 1945, o regime Comunista de Enver Hoxhas tomou o poder.

Com maioria muçulmana, a Albânia está sendo chamado na mídia estadunidense de “um país muçulmano que ama a América”. A contribuição no combate ao radicalismo islâmico vem sendo demonstrada na contenção de viajantes ao Iraque e à Síria para se juntarem a grupos extremistas como o Estado Islâmico. Por exemplo, em 2014, foram um total de 80, ocorrendo uma queda a zero, atualmente. O interesse estadunidense de manter a região balcânica é evidente para a estabilidade do pacto Euro-Atlântico, para o qual o país albanês é membro, desde 2009.

Devido a compromissos firmados durante a visita do Secretário de Estado Norte-Americano, John Kerry, à Tirana, em fevereiro de 2016, uma reforma judiciária está em pauta no país, com o intuito de diminuir os índices de corrupção, sendo esta situação apoiada pelos Estados Unidos. Nesta última visita, o primeiro-ministro Rama se reuniu com membros do FBI para firmar Acordos de Cooperação para esta transição do poder judiciário albanês, objetivando um modelo similar de investigação.

O presidente Obama tem afirmado que a Albânia “é um ponto de referência nos Bálcãs e um dos atores mais importantes na região”, apreciando o apoio recebido pelo Governo albanês. Rama salientou que seu país é “pró-americano e um sério parceiro na OTAN” e, ultimamente, tem se declarado reticente com o aumento de popularidade de Donald Trump nas corridas eleitorais norte-americanas.

Diferente de outros países balcânicos, a Albânia não se tornou parte da rota migratória para a Europa. Rama afirmou que seu país tem coordenado ações com a Itália, visando se preparar para uma eventual mudança de rota, e o reencaminhamento dos migrantes pelo Mar Mediterrâneo é uma alternativa levantada por ele para a solução de um eventual problema migratório em seu país.

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Imagem (Fonte):

https://vedatxhymshiti.files.wordpress.com/2012/12/c2ce8-us_albania.jpg

Matheus Felten Fröhlich - Colaborador Voluntário Júnior

Mestrando em Ciências Sociais pela PUC-RS. Bacharel em Relações Internacionais (2014), pelo Centro Universitário Univates de Lajeado - RS, realizou estudos em Segurança Internacional na Högskolan i Halmstad em Halmstad, Suécia (2013). Áreas de interesse em pesquisa são em Política Internacional, Segurança Internacional, Península Balcânica e etnias nas Relações Internacionais.'

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