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Agricultura africana baseada no ecossistema: a saída para um continente mais quente e mais faminto em 2030

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Relatórios da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) mostra que aproximadamente 25% da população da África Subsaariana carece de alimentação adequada. Além disso, cerca de 200 milhões de pessoas sofrem com sintomas de mal nutrição, de crônica a severa, levando às altas taxas de mortalidade infantil (abaixo de 5 anos).

Para piorar a situação, o Banco Mundial projeta que a seca e o calor deixarão 40% das terras da região incapazes de suportar a colheita de milho em 2030. O aumento nas temperaturas poderá afetar também as pastagens nas savanas e os ganhos das comunidades pastorais.

Entre os dados alarmantes sobre a seca e a fome, a FAO destaca o desperdício na agricultura. Em primeiro lugar, aproximadamente 6,6 milhões de toneladas de grãos são desperdiçadas anualmente devido à degradação do ecossistema. Esse volume seria o suficiente para garantir as necessidades calóricas anuais de pelo menos 30 milhões de pessoas no continente. Em segundo lugar, as abordagens convencionais na agricultura têm levado as perdas nas colheitas para quase 23%. De acordo com Rhoda Tumusime, Comissária para Economia Rural e Agricultura da União Africana, o continente africano gasta mais com os desperdícios de alimentos pelos fatores climáticos (US$ 48 bilhões) do que com a importação de alimentos (US$ 35 bilhões).

Nesse sentido, o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) lançou o Programa de Adaptação para Segurança Alimentar baseado no ecossistema (Regional Ecosystembased Adaptation for Food Security Program). Mais que um programa com perfil técnico, ele é desenhado para se adequar aos efeitos da mudança climática, ou de forma mais específica, aos efeitos do aquecimento global. O Programa tem o objetivo de prevenir a erosão do solo, melhorar a fertilidade dele e garantir a diversidade biológica, o que provocaria mais produção na agricultura e resultados econômicos benéficos.

Em um evento no final de julho passado, líderes africanos lançaram a Agenda de Nação de Nairobi sobre a Adaptação para Segurança Alimentar baseada no Ecossistema da África, para legitimar a redução do desperdício, conservar o clima e criar oportunidades de empregos, especialmente para mulheres e jovens no continente.

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Imagem (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/d/d4/Africa_Food_Security_15_(10665294293).jpg

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Fonte Consultada:

Ver:

http://www.nation.co.ke/lifestyle/DN2/FOOD-SECURITY-Hotter-and-hungrier/-/957860/2857440/-/s93csu/-/index.html

João Antônio dos Santos Lima - Colaborador Voluntário

Mestre em Ciência Política na Universidade Federal de Pernambuco e graduado em Relações Internacionais na Universidade Estadual da Paraíba. Tem experiência como Pesquisador no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) no projeto da Cooperação Brasileira para o Desenvolvimento Internacional (Cobradi). Foi representante brasileiro no Capacity-Building Programme on Learning South-South Cooperation oferecido pelo think-tank Research and Information System for Developing Countries (RIS), na Índia; digital advocate no World Humanitarian Summit; e voluntário online do Programa de Voluntariado das Nações Unidas (UNV) no projeto "Desarrollar contenido de opinión en redes sociales sobre los ODS". Atualmente, mestrando em Development Evaluation and Management na Universidade da Antuérpia (Bélgica) e Embaixador Online do UNV na Plataforma socialprotection.org.

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