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[:pt]Ainda falta mais de um século para que homens e mulheres no Brasil tenham iguais direitos e oportunidades[:]

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A situação das mulheres no mercado de trabalho brasileiro é preocupante. No último dia 26 de outubro, em Genebra, na Suíça, o Fórum Econômico Mundial publicou um relatório alarmante em relação à diferença salarial entre homens e mulheres no Brasil. Para que haja equiparação, o país levará mais de um século, segundo o Fórum Econômico, já que o ritmo de avanço é considerado “lento demais.

No documento, foram avaliados 144 países e o Brasil ocupa apenas a 129º posição no que se refere especificamente a igualdade de salários entre gêneros. O Brasil até mudou de posição no ranking na época da eleição da presidente Dilma Rousseff, e também durante o seu mandato, quando fomos classificados numa colocação um pouco melhor, mas, mesmo assim, o cenário ainda é muito pior que há 10 anos, mostrando que tem havido regresso.

Segundo o estudo, a situação brasileira nesse quesito poderá piorar nas próximas edições do ranking, pois há pouco tempo houve o impeachment de Dilma Rousseff e, na ascensão do novo Governo, foi empossado um número muito reduzido de mulheres em cargos de confiança e nos ministérios.

O Brasil, apesar de ter a maioria do eleitorado feminino, e nestas eleições de 2016, pela 1a vez, ele foi maior que o eleitorado masculino em todos os 27 Estados brasileiros, a mulher ainda ocupa poucos lugares nas três esferas de poder. Na política, a sua presença ainda é ínfima, mesmo que o país tenha sido governado por uma Presidente mulher nos últimos 5 anos.

No âmbito empresarial, a situação não é muito diferente. O Brasil é ainda um dos seis países do mundo onde a diferença salarial entre homens e mulheres em cargos executivos é de mais de 50%. Ou seja, ainda há um grande hiato nas relações de gênero no mercado de trabalho brasileiro.

Para mostrar as perdas geradas por essa cultura, há um estudo do Peterson Institute for International Economics (uma instituição sem fins lucrativos), em parceria com a EY, antiga Ernst & Young, que pesquisou 21.980 empresas em 91 países e concluiu que “a presença de mulheres na liderança de uma corporação pode melhorar o desempenho da empresa, trazendo ainda a consideração de que as mulheres podem alavancar a lucratividade das empresas e, se elas conseguissem paridade trabalhista com relação aos homens, a economia cresceria 25%.

Além disso, vale destacar também que, no Brasil, as mulheres, além de ganharem cerca de metade dos salários dos homens, são a minoria no mercado de trabalho, com poucas delas ocupando lugares de liderança nos conselhos administrativos e posições executivas de destaque.

A publicação do Fórum não trouxe novidade na conclusão de que as sociedades mais igualitárias nas questões de gênero são as escandinavas, estando em primeiro lugar a Islândia, seguida por Finlândia, Noruega e Suécia. Entretanto, como ponto negativo para os brasileiros, mostra que países que têm nos seus históricos atos considerados bárbaros contra as mulheres, como Irã, Iêmen e Arábia Saudita, ocupam posição melhor que o Brasil.

Observadores apontam que o Brasil está dando passos lentos para seu progresso e inserção no cenário internacional em relação aos direitos humanos, sobretudo no que diz respeito aos direitos das mulheres. Para que ocorra a mudança que todos querem, será necessária uma união de esforços de Governo, empresas e sociedade civil para que séculos de uma cultura sexista sejam mudados produzindo, enfim, uma cultura igualitária.

Nesse sentido, as mulheres devem e precisam ter o seu protagonismo na sociedade e não ser coadjuvantes, como ocorre atualmente. Conforme afirmou Nelson Mandela, “Liberdade parcial não é liberdade”, e o mesmo se pode dizer da igualdade.

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Imagem (Fonte):

https://pt.wikipedia.org/wiki/The_Office_(Estados_Unidos)

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Jamile Calheiros - Colaboradora Voluntária

Bacharel em Relações Internacionais e Direito, com especializações em Direito Público Municipal e em Política e Estratégia. Aluna especial no Mestrado Acadêmico em Administração pela UFBa. Possui experiência na área jurídica adquirida em estágios em escritórios de advocacia, Petrobrás, Assembléia Legislativa e Câmara dos Deputados. Tem experiência internacional, em Dublin – Irlanda. Diretora Institucional da BBOSS. Voluntária [email protected] - Project Management Institute – Capítulo Bahia, Diretoria de Alianças e parcerias desde Agosto de 2015.

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