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Angola reitera a produção de petróleo como principal atividade econômica

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Na semana passada, a Total, companhia francesa de petróleo, deu início à exploração de petróleo offshore no campo de Kaombo, em Angola. O empreendimento será um dos maiores dessa categoria em todo o continente africano, com capacidade estimada de produção diária de 230 mil barris. A empresa europeia compartilha com a Sonangol – companhia angolana de produção de hidrocarbonetos – os principais direitos de exploração. Em menor proporção, a Esso e a Galp Energia detêm participações minoritárias.

Arnaud Breuillac, diretor do setor de exploração e produção da Total, anuncia o início da produção no campo de Kaombo

Situado 260km mar adentro, o campo de Kaombo se configura como uma das principais esperanças do Governo angolano de incrementar as receitas com petróleo. Em um contexto de gradativa retomada dos preços internacionais dessa commodity e dada a sua significativa participação na composição orçamentária do Estado, espera-se que as receitas futuras auxiliem na recuperação econômica do país.

Kaombo é um grande marco para a Total. Desenvolver os 650 milhões de barris estimados irá contribuir para o crescimento do grupo, bem como aumentar o fluxo de investimento à África. A empresa está orgulhosa de contar com a expertise de sua equipe de offshore para operar o maior projeto desta natureza em Angola, o qual representará 15% da produção de petróleo angolano. Mais uma vez, isso demonstra o comprometimento da equipe em ajudar no desenvolvimento da indústria do petróleo e do gás no país”, declarou Arnaud Breuillac, diretor do setor de exploração e produção da Total.

Apesar das recentes medidas do governo de João Lourenço em estimular a diversificação do setor produtivo angolano, este acontecimento demonstra a centralidade das receitas com o petróleo na política econômica nacional. Além disso, o início da produção no campo de Kaombo reitera a dependência da economia do país em atividades com grande impacto ambiental, reforçando uma trajetória de caminho calcada na exploração e comercialização de combustíveis fósseis.

Neste sentido, desponta como um dos principais desafios aos países do chamado “mundo em desenvolvimento” a diversificação produtiva através da implementação de economias de baixo carbono. A implementação de políticas públicas de estímulo a atividades sustentáveis ainda avança com pouca intensidade no continente africano. A mudança deste cenário se faz especialmente necessária se tomarmos em consideração as demandas impostas, em termos de reorganização social e econômica, pelas mudanças climáticas em curso.

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Fontes das Imagens:

Imagem 1A produção no campo de Kaombo será a maior do país, representando cerca de 15% do total de petróleo produzido em Angola” (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Tanker_offshore_terminal.jpg

Imagem 2Arnaud Breuillac, diretor do setor de exploração e produção da Total, anuncia o início da produção no campo de Kaombo” (Fonte):

https://www.total.com/en/atom/62086

Pedro Frizo - Colaborador Voluntário

Economista pela ESALQ-USP, é atualmente mestrando em Sociologia pelo Programa de Pós- Graduação do IFCH-UFRGS. Foi pesquisador do Programa de Mudanças Climáticas do Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (IDESAM). Atualmente desenvolve pesquisas na área de Sociologia Econômica, Economia Política e Sociologia do Desenvolvimento. Escreve no CEIRI Newspaper sobre economia e política africana, como foco em Angola, Etiópia e Moçambique

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