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Ao final de 2015, 1.437 pessoas foram presas nos EUA, por tráfico humano

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O Tráfico de Seres Humanos é um dos principais problemas nos dias atuais e encontrar uma solução para eliminar esse mal, que abrange todo o Sistema Internacional, parece estar longe de ter um fim. No entanto, isso não significa que as autoridades se acomodaram diante desse quadro e deixaram de ajudar e/ou fazer justiça por aqueles que sofrem, direta e indiretamente, com o Tráfico de Pessoas. A exemplo disso, no último ano (2015), os EUA prenderam mais de 1.437 pessoas acusadas por este crime.

O número assemelha-se ao de 2014 que, segundo dados da ICE (Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas), houve 987 investigações com resultado de 1.770 acusados detidos e 440 vítimas identificadas. Assim como em 2014, um total de 400 vítimas também foram encontradas em 2015, algumas delas crianças que tinham suas fotos divulgadas em sites pornográficos encontrados na parte obscura da internet, a deep web, o que ajudou as autoridades que faziam investigações desde 2010, dentre elas o monitoramento destes sites.

Dois fatos destacaram-se durante as investigações de 2015 até a prisão dos 1.437 acusados pelos tráficos. O primeiro deles foi a detenção de 29 pessoas em oito Estados diferentes do território norte-americano, acusados de traficar mais de 13 mulheres, dentre elas meninas, do México e da América Central para encaminhá-las à prostíbulos do Sudeste dos EUA. O segundo fato foi a prisão de um dos fugitivos mais procurados, Paulino Ramírez-Granados, que, com ajuda de familiares e uma rede de colaboradores, dedicava-se a encontrar mulheres para seduzi-las com propostas de “um futuro melhor” no México. Como resultado, às forçava à prostituição e, em seguida, as encaminhava à Nova York para a continuação dos abusos. Neste caso, 26 vítimas foram identificadas, juntamente com 19 traficantes.

Infelizmente, como Ramírez, ainda existem muitos que também precisam ser detidos. Por conta disso, janeiro foi intitulado como o Mês Nacional da Prevenção da Escravidão e do Tráfico Humano, proclamado pelo presidente norte-americano Barack Obama (2013). Desde então, todo ano, neste mês, o ICE intensifica suas campanhas de conscientização entre a população.

Segundo a diretora do ICE, Sarah R. Saldaña, os agentes especiais trabalham incansavelmente para acabar com as redes de traficantes e para ajudar as vítimas, porém isso não é o suficiente, ainda resta muito a fazer. Apesar dos esforços das forças de segurança, a população precisa ser educada a reconhecer os sinais de um possível tráfico humano.

Segundo o ICE, o tráfico de pessoas é um dos crimes mais cruéis que existem, visto que adquire a configuração de uma escravidão moderna. Diante disso, é possível identificar o Tráfico Humano em diversas áreas, principalmente nas que envolvem prostituição, trabalho escravo e até tráfico de órgãos, uma área do tráfico que vem crescendo consideravelmente no mercado negro.

Segundo um relatório do Governo dos EUA em 2013, e atualizado em 2015, existem 21 países com maior ocorrência de tráfico humano. Entre eles encontram-se a China, o gigante da economia global; o Congo; Cuba; Coreia do Norte; Rússia; Irã e EUA.

Em sua maioria, as vítimas pagam para serem levadas ilegalmente para os Estados Unidos e, uma vez ali, sem documentos, e rodeadas por cultura e linguagem diferente, tornam-se reféns dos seus traficantes, vindo a trabalhar com prostituição, a executar trabalho forçado, além de outras formas de servidão para pagarem as dívidas que contraíram em sua travessia perigosa.

Em muitos casos, as vítimas são crianças que temem por sua vida e, por isso, vivem às sombras, sem poder denunciar os abusos e o medo que sofrem. Visando tal situação, o ICE mantém campanhas públicas que pedem à sociedade que as pessoas fiquem alerta e avisem as autoridades, caso vejam algum tipo de atividade suspeita ao redor.

Ainda que seja um assunto delicado para alguns, a gravidade dele existe e, segundo relatórios das Nações Unidas de 2010-2012, há no mundo 510 fluxos de tráfico de pessoas de diversas nacionalidades, 152 delas identificadas em mais de 124 países. Segundo o mesmo relatório, 49% das vítimas são mulheres, 18% homens e 33% crianças. 

Diante disso, e pelo fato de as autoridades nem sempre estarem lá para ajudar quem sofre com o tráfico, em face de tal realidade, por mais difícil que seja, a conscientização da sociedade internacional da necessidade de denunciar o crime ainda é uma ação viável e executável, dentre as várias que são necessárias.

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Imagem (Fonte):

http://revistamarieclaire.globo.com/MC-Contra-o-Trafico-Humano/noticia/2013/03/escravizadas-na-italia-pais-e-um-dos-principais-destinos-de-vitimas-do-trafico-humano.html

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Ana Raquel Cordeiro - Colaboradora Voluntária Júnior

Graduada em Relações Internacionais (2014) pela Universidade da Amazônia – PA e profissionalmente atua com gestão de empresas. Áreas de interesse em pesquisa são em Marketing e mídias Internacionais, Conflitos bélicos e étnicos de interesse internacional, dentre outros.

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