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Após 65 anos, China e Taiwan realizam “Reunião de Alto Nível”

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Beijing e Taipei iniciaram hoje (11 de fevereiro) uma série de encontros de alto nível. O evento terá duração até o dia 14 (próxima sexta-feira) e é o primeiro encontro em anos que tem a presença de autoridades de alto nível. Representantes de ambos os lados estão reunidos na cidade de Najing, na China, e iniciou com a presença de Zhang Zhijun, “Diretor para os Assuntos de Taiwan”, do “Gabinete do Conselho de Estado da China”,  e do  “Diretor Taiwanês para Assuntos Relacionados a China Continental”, Wang Yuqi.

As relações entre China e Taiwan evoluíram muito nos últimos 20 anos. Uma mudança positiva, porém elas não evoluíram na questão da “Independência de Formosa”, um objetivo de Taipei que enfrenta total recusa da parte continental chinesa. Yuqi e Zhijun deram declarações para imprensa de que essa série de reuniões poderá tratar de assuntos antes “inimagináveis” diante dos olhos dos chineses e de observadores internacionais.

Os temas que serão abordados durante os encontros não foram claramente divulgados para a imprensa, mas deverão seguir pelos campos da economia, cultura e diplomacia. A pequena “Ilha de Formosa” ainda mantém seu status de um dos países mais ricos em tecnologia da Ásia e do Mundo, a qual beneficia a indústria da “China Continental” e um número significativo de famílias em ambos os lados do “Estreito de Taiwan”. Além disso, tem grande potencial para o turismo de negócios e turismo casual.

Além de diferentes fatores que podem agradá-los, os líderes dos dois Estados do Estreito tem problemas territoriais comuns com outros países, principalmente com o Japão, sendo este um importante ponto que pode aproximar ainda mais chineses continentais e taiwaneses. Muito do avanço das suas relações podem se originar doConsenso de 1992”, um Acordo em que aRepública Popular da China” (China Continental) e a “República da China” (Taiwan/Formosa) entendem que ambos os países pertencem a uma única China, que, porém, é interpretada de acordo com seus sistemas políticos diferentes. Ou seja, cada lado tem sua própria definição da política Uma só China”.

Especialistas chineses e taiwaneses esperam que haja uma atualização deste Consenso e maior flexibilidade por parte de Beijing perante a soberania taiwanesa para que, com isso, sejam abertas as fronteiras para seus cidadãos. Uma maior abertura entre eles facilitará em diversos projetos e processos de Cooperação econômica na Ásia, o que posicionaria suas economias à frente das demais economias asiáticas, visto o poder econômico chinês e a alta tecnologia taiwanesa.

Um estreitamento baseado no diálogo também trará um grande benefício para Beijing, que busca ganhar apoio regional para legitimar reivindicações territoriais que fizeram parte de sua história durante os anos em que as dinastias chinesas governavam. Até o fim dos encontros, especialistas regionais estarão em atenção para os rumos das relações do “Estreito de Taiwan”, que podem marcar uma nova era na história do continente asiático.

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ImagemRadio Taiwan Internacional” (Fonte):

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Fontes consultadas:

Ver:

http://portuguese.cri.cn/1721/2014/02/11/1s179558.htm

Ver:

http://spanish.rti.org.tw/Content/GetSingleNews.aspx?ContentID=178182&BlockID=31

Fabricio Bomjardim - Analista CEIRI - MTB: 0067912SP

Bacharel em Relações Internacionais (2009) e técnico em Negociações Internacionais (2007) pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM). Atua na área de Política Econômica com foco nos países do sudeste e leste asiático, sendo referência em questões relacionadas a China. Atualmente é membro da Júnior Chamber International Brasil-China, promovendo as relações sócio-culturais sino-brasileiras em São Paulo e Articulista da Revista da Câmara de Comércio BRICS. Também atuou como Consultor de Câmbio no Grupo Confidence.

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