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[:pt]Aqueles que não vemos nos noticiários: eles são 40 milhões de deslocados internos[:]

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Nos últimos anos, os noticiários de todo o mundo estão evidenciando as decisões extremas tomadas por inúmeros refugiados, que largam toda a vida em seus países diante das perseguições políticas e das guerras civis que têm gerado inúmeras perdas humanas. Para a comunidade envolvida com o tema, uma boa notícia: durante as reuniões que compuseram a agenda da Assembleia das Nações Unidas, Chefes de Estado assinaram a Declaração de Nova Iorque para os Refugiados e Migrantes, que expressa, entre outros temas, o comprometimento dos países em salvar vidas, proteger direitos e compartilhar responsabilidades em escala global.

A Declaração contém planos concretos, como o início das negociações para a adoção de um pacto global para a migração em 2018, guiado por princípios e abordagens comuns; o desenvolvimento de guias para tratar migrantes em situações vulneráveis; e o acompanhamento mais equitativo das responsabilidades dos países em acolher e apoiar os refugiados globais.

Além da declaração, inúmeras agências especializadas das Nações Unidas para o desenvolvimento e assuntos humanitários lançaram uma Carta Aberta para um tema que é pouco apresentado pela mídia: os deslocados internos nos países. Eles sofrem as mesmas angústias dos refugiados, com uma exceção: eles não recebem a cobertura da mídia ao tentar atravessar o mar mediterrâneo ou pular os muros construídos por algumas nações.

Atualmente, das 65 milhões de pessoas que são deslocadas a força em todo o globo, 40 milhões – ou seja, seis em cada dez pessoas – são deslocados internos em seus respectivos países. Como retratado na carta, a morte trágica do menino sírio, Aylan Kurdi, em uma praia da Turquia chocou o mundo, ao ressaltar os desafios enfrentados pelos refugiados. Contudo, Aylan e sua família já tinham se mudado inúmeras vezes dentro da Síria, buscando segurança, até tomar a decisão mais arriscada de suas vidas, na tentativa de sair do país.

Portanto, na busca de mitigar o sofrimento humano, a carta destaca que a humanidade não pode se limitar às fronteiras e que o comprometimento não pode ser identificado apenas no momento em que os migrantes atravessam as linhas dos países no mapa. Para garantir que ninguém será deixado para trás – slogan conclamado na Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável – estes deslocados forçados precisam ser assistidos.

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Imagem (Fonte):

https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Ciutats_pel_b%C3%A9_com%C3%BA_(21147068802).jpg

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João Antônio dos Santos Lima - Colaborador Voluntário

Mestre em Ciência Política na Universidade Federal de Pernambuco e graduado em Relações Internacionais na Universidade Estadual da Paraíba. Tem experiência como Pesquisador no Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) no projeto da Cooperação Brasileira para o Desenvolvimento Internacional (Cobradi). Foi representante brasileiro no Capacity-Building Programme on Learning South-South Cooperation oferecido pelo think-tank Research and Information System for Developing Countries (RIS), na Índia; digital advocate no World Humanitarian Summit; e voluntário online do Programa de Voluntariado das Nações Unidas (UNV) no projeto "Desarrollar contenido de opinión en redes sociales sobre los ODS". Atualmente, mestrando em Development Evaluation and Management na Universidade da Antuérpia (Bélgica) e Embaixador Online do UNV na Plataforma socialprotection.org.

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