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[:pt]Armas enviadas pela CIA aos rebeldes sírios estão sendo vendidas no mercado ilegal[:]

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Recentemente, a impressa internacional denunciou o roubo sistemático de armas enviadas pela Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA, na sigla em inglês) para apoiar as forças rebeldes na Síria, que se opõem ao Governo de Bashar al-Assad, Presidente do país. Elas estariam sendo roubadas por agentes de inteligência da Jordânia e vendidas no mercado ilegal. Conforme declarações, grande parte dos mísseis antitanque, morteiros, granadas, armas automáticas – como as Kalashnikov – desviadas, acabaram nas mãos de diversos grupos, desde rebeldes, a traficantes e tribos rurais.

De acordo com denúncias feitas pela impressa, os agentes jordanianos e norte-americanos estão envolvidos no esquema de desvio de armamentos enviados à Jordânia, que tinham como destino fortalecer os rebeldes na Síria. A Jordânia, além de ser um importante aliado dos Estados Unidos da América (EUA) no Oriente Médio, faz fronteira com a Síria. Por isso, assim como os Estados Unidos, a Grã-Bretanha também tem se valido da proximidade do país com as fronteiras sírias para treinar e armar rebeldes sírios. Outro grande fornecedor de armas e dinheiro é a Arábia Saudita, que também se opõem ao Governo de Assad, uma vez que esse é apoiado pelo Irã.

De acordo com uma investigação conjunta entre os jornais New York Times e Al Jazeera, algumas dessas armas foram usadas no tiroteio em novembro de 2015, que matou cinco pessoas em uma instalação de treinamento da polícia financiada pelos Estados Unidos da América (EUA), em Amã, capital jordaniana. Segundo reportagem, essas armas chegaram ao país através do programa de treinamento de rebeldes sírios.

Ainda conforme declarações, esse programa vem sendo financiado pela CIA e tem recebido o apoio de agências de inteligência de vários países árabes. Ademais, a impressa assinalou que esse roubo sistemático traz à luz as falhas no programa, que iniciou em 2013, com propósito de armar e treinar rebeldes sírios e é dirigido pela CIA. As falhas se dão tanto pelo fato em si, quanto por não conseguirem rastrear o destino de grande parte dessas armas roubadas.

Até o presente, as autoridades estadunidenses não comentaram o ocorrido de forma direta. Segundo afirmou John Kirby, Porta-Voz do Departamento de Estado dos EUA, o Governo estadunidense valoriza as relações com a Jordânia e pretende trabalhar em conjunto para os desafios que apresentam nas relações dos dois países. Segundo noticiado, após a reclamação do Governo norte-americano e do saudita acerca do possível desvio de armamentos, houve uma investigação que prendeu alguns agentes jordanianos ligados a Direção Geral de Inteligência (GID, na sigla inglês), que é responsável pelo serviço de inteligência da Jordânia. Por fim, Mohammad H. al-Momani, ministro jordaniano, afirmou que eram absurdas as alegações de que agentes de inteligência jordanianos tinham sido envolvidos em quaisquer roubos de armas.

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Imagem (Fonte):

http://www.forbes.com/sites/stratfor/2013/07/25/global-arms-markets-as-seen-through-the-syrian-lens/#65f0b7714b53

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Jessika Tessaro - Colaboradora Voluntária Júnior

Pós-graduanda do curso de Especialização em Estratégia e Relações Internacionais Contemporâneas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). É Graduanda do Curso de Políticas Públicas da UFRGS e bacharel em Relações Internacionais pela Faculdade América Latina Educacional. No presente, desenvolve estudos sobre a geopolítica e a securitização dos Estreitos internacionais e Oceanos.

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