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Durante a Conferência da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), realizada no País de Gales, na última sexta-feira, dia 5 de setembro, os Estados Unidos propuseram a criação de uma coalizão internacional para combater o Estado Islâmico nos territórios ocupados no Iraque e na Síria.

Em um comunicado conjunto feito em Gales durante a Cúpula da OTAN, John Kerry (Secretário de Estado dos EUA), e Chuck Hagel (chefe da pasta da Defesa dos EUA) declararam a necessidade de não se perder mais tempo para formalizar um conglomerado militar para destruir as posições do Estado Islâmico e conter suas barbáries. Segundo Kerry, que participou de um encontro privado com Ministros da Defesa e das Relações Exteriores da França, Alemanha, Reino Unido, Canadá, Austrália, Turquia, Itália, Polônia e Dinamarca, há inúmeras maneiras das nações contribuírem na contenção dos fundamentalistas do ISIS.

Para especialistas em política internacional que acompanharam as conversações das potências ocidentais no País de Gales, não há um consenso quanto a ações militares, mas sim em modelar uma coordenação internacional com base no compartilhamento de trabalhos de Inteligência que beneficiem os curdos e o novo Governo iraquiano na retomada das áreas no momento dominadas pelos sunitas do EI.

O primeiro-ministro britânico David Cameron afastou a possibilidade de ataques aéreos direcionados aos insurgentes. Para o mandatário britânico é necessária uma ação coordenada de curdos com o novo Governo iraquiano, com a participação de nações árabes vizinhas. Ainda de acordo com Cameron, a participação da Inglaterra já é frutífera, com transferência de armas aos curdos, apoio de Inteligência ao Governo em Bagdá e envio de ajuda humanitária para as regiões de minorias étnicas que sofrem com a violência do grupo extremista.

Já o presidente francês François Hollande, ao contrário de seu homônimo britânico, revelou que apoiaria uma incursão militar para fortalecer as bases do governo central iraquiano, desde que fosse solicitado, não dando, portanto detalhes sobre sua postura futura.

Outro que endossou a necessidade de auxiliar as forças iraquianas foi o primeiro-ministro canadense Stephen Harper, anunciando um plano de envio de militares para aconselhar a alta cúpula do Governo de Haider Al Abadi.

Na Alemanha, a ajuda militar oferecida e anunciada recentemente limitou-se ao envio de material bélico para os Pershmergas (Exército de Resistência Curdo). Um avião militar com suprimentos de comunicação, óculos de visão noturna, capacetes e armas leves decolou na última sexta-feira, dia 5 de setembro.

Dada à complexidade política que se encontra atualmente o Oriente Médio, o Irã, num movimento histórico, anunciou uma cooperação bilateral com os Estados Unidos para combater os fundamentalistas no norte do Iraque. O Líder Supremo do Estado Persa, Aiatolá Ali Khamenei, segundo fontes internacionais de notícia teria autorizado o general Qasem Soleimani a coordenar operações militares com as forças norte-americanas, curdas e do novo Governo iraquiano, governo este xiita e aliado dos iranianos.

O General designado pelo Aiatolá já vinha realizando trabalhos em solo iraquiano para fortalecer a defesa de Bagdá. Em Teerã, o ISIS é visto como uma ameaça à estabilidade política. De maioria xiita, o Irã condiciona sua prosperidade política, econômica e social não apenas ao fim das sanções econômicas do Ocidente e seu Programa Nuclear, mas também em manter as suas fronteiras, que são muito porosas, suficientemente fortalecidas contra invasão de radicais sunitas.

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Imagem (Fonte):

https://cipnationalsecurity.files.wordpress.com/2014/09/nato-summit.jpg

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Fontes Consultadas:

Ver:

http://www.aljazeera.com/news/middleeast/2014/09/us-coalition-islamic-state-201495125041783911.html

Ver:

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/09/140905_ira_eua_ei_cc.shtml

Ver:

http://www.diplomatique.org.br/artigo.php?id=1686

Ver:

http://internacional.estadao.com.br/noticias/geral,preparar-apontar-fogo-imp-,1554525

Ver:

http://www.theguardian.com/world/2014/jun/16/us-iran-talks-iraq-john-kerry

Ver:

http://www.cbsnews.com/news/a-u-s-iran-alliance-on-iraq-is-a-tricky-issue/

Victor José Portella Checchia - Colaborador Voluntário

Bacharel em Relações Internacionais (2009) pela Faculdades de Campinas (FACAMP), Especialista em Direito Internacional pela Escola Paulista de Direito (EPD) e Especialista em Política Internacional pelo CEIRI (Centro de Estratégia, Inteligência e Relações Internacionais). Atuou em duas grandes multinacionais do setor de tecnologia e na área de Cooperação Internacional na Prefeitura Municipal de Campinas com captação de recursos externos, desenvolvimento de projetos na área econômica e comercial e buscando oportunidades de negócios para o município. Atualmente é Consultor de Novos Negócios na Avanth International em Campinas/SP. Escreve semanalmente sobre América do Norte com foco nos Estados Unidos.

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