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As dificuldades e possibilidades do esporte Paralímpico brasileiro.

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O ano de 2016 já ficou enraizado no consciente e subconsciente de todo brasileiro como o ano das “Olimpíadas do Rio de Janeiro”. Contudo, para alguns, o evento principal poderá ser não os “Jogos Olímpicos”, mas sim os “Jogos Paraolímpicos de Verão”.

A primeira edição dos “Jogos Paraolímpicos” foi em 1960, na cidade de Roma, mas a apresentação de atletas com deficiências físicas teve início logo após o fim da “II Guerra Mundial”, em função da quantidade de soldados que retornaram do conflito com graves lesões corporais. Essa realidade incentivou o trabalho de reabilitação física e social desses veteranos de guerra, que acabou por criar as raízes de todo o trabalho com para-atletas.

No Brasil, a introdução da reabilitação através do esporte deu seus primeiros passos no ano de 1958, com a criação do “Clube do Otimismo”, no Rio de Janeiro, e, pouco tempo depois, em São Paulo foi criado o “Clube dos Paraplégicos de São Paulo”. Ambas instituições tornaram-se as precursoras no país da reinclusão social de deficientes físicos através do esporte e, hoje, são celeiros de atletas.

Por mais que existam esses locais, o esporte paraolímpico ainda não encontra muito investimento no Brasil. Nesse caso, os investimentos necessários vão além de infraestrutura de conjuntos esportivos. A questão principal a ser tratada é o patrocínio que, em sua grande parte, ainda vem do “Governo Federal” ou da “Caixa Econômica Federal”. O mais relevante é que não se fala de atletas amadores, mas de atletas de alto nível mundial, medalhistas olímpicos e mundiais que ainda sofrem para serem reconhecidos e poderem colocar em prática suas habilidades.

O maior exemplo de como os atletas brasileiros posicionam-se entre os melhores do mundo são os resultados alcançados nas competições internacionais. No ano passado (2011), o Brasil ficou com o 1°lugar geral no “Para-Pan de Guadalajara”, conquistando 197 medalhas, sendo 81 delas de ouro. Nas “Paraolimpíadas de Pequim”, o país alcançou a 9ª posição no quadro geral de medalhas, com 47 medalhas, sendo 16 delas de ouro. Para as Paralímpiadas deste ano (2012) a meta é o 7° lugar no quadro de medalhas e para o evento de 2016 a Confederação brasileira espera alcançar o 5° lugar.

O país tem atletas capacitados, que não vivem do luxo que o esporte proporciona e lutam diariamente com o que lhes foi dado para superarem as dificuldades de seus treinamentos. Exemplos importantes são a velocista Terezinha Guilhermina; o judoca Antônio Tenório e os nadadores Daniel Dias e Clodoaldo, atualmente os melhores do mundo.

Mas também há as equipes de “Voleibol Sentado”, campeã do Para-Pan e candidatas a medalhas em Londres. Também há a equipe de “Futebol de 5 – disputado por cegos” (a atual campeã olímpica), destacando-se ainda a equipe de “Tênis de Mesa”, que ficou com a medalha de prata em Pequim.

No geral, os esportes coletivos são os que mais sofrem com a falta de patrocínios, dado que os resultados não são sempre os melhores, porém os observadores apontam que isto é uma conseqüência esperada diante da falta de atenção e incentivos. Por isso, analistas apontam que os eventos esportivos que irão ter sede no país precisam receber mais que investimentos em infraestrutura ou capital externo para o setor de serviços.

Um dos maiores legados que pode ser deixado é o crescimento do investimento no esporte como o todo, pensando na capacitação, incentivos e educação esportiva, não apenas para que o sonho de se tornar uma potência do setor se realize, mas porque por meio do esporte a vida de muitos cidadãos pode mudar, trazendo elevação nos seus níveis de vida e ganhos significativos para toda a sociedade.

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Fontes consultadas:

Ver:

http://www.brasil.gov.br/sobre/esporte/esporte-paraolimpico

Ver: http://www.cliptime.com.br/services/clippingm/noticia_email.asp?a=1C555078&b=6D77152C&c=25/3/2012

Ver:

http://memoriaolimpicadobrasil.com/blog/?p=3253

Ver:

http://www.cpb.org.br/

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