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As implicações culturais do desenvolvimentismo africano

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Do alto dos morros de Olinda*, fãs de literatura poderão avistar ao fundo, entre uma palestra e outra na Festa Literária Internacional de Pernambuco, que ocorre nesta semana, o horizonte do mar verde nordestino. Inspirados, poderão, inclusive, imaginar navios do período colonial vindo em sua direção, os quais traziam consigo não somente mercadorias, mas também escravos vindos da África para trabalharem nas plantações de cana de açúcar no interior da região Nordeste do Brasil.

Passado quase meio século desde momento histórico particular, as condições de vida na África melhoraram expressivamente. O período atual é marcado por condições políticas e sociais nunca antes presenciadas. Retrato disto é que parte dos escritores que estarão na Festa Literária Internacional de Pernambuco será de jovens africanos letrados, munidos de canetas para anotarem autógrafos e de livros para serem divulgados.

A predileção destes jovens escritores por temas políticos ilustra o ânimo compartilhado entre a maioria dos cidadãos africanos com um processo em particular: o desenvolvimentismo africano, onde tradicionais grupos de poder chocam-se com o espírito democrático e liberal; onde o expressivo crescimento econômico dos últimos anos reestrutura por completo as atividades produtivas no continente; onde a crescente presença internacional, seja de companhias privadas, de organizações sem fins lucrativos, de jornalistas ou acadêmicos, traz consigo o choque cultural entre o antigo e o novo.

As obras literárias constituem-se em interessantes objetos de estudo nos quais se pode identificar este choque cultural. Vale apontar, em um romance, como o autor – enquanto sujeito real que vivencia o cotidiano africano – constrói o mundo que o circunscreve, bem como incorpora (e digere) as mudanças estruturais que há muito tempo ocorrem na África.

Sendo assim, este ânimo dos jovens escritores com o desenvolvimentismo africano é identificado pelo recorrente posicionamento de crianças como narradoras em seus empreendimentos literários. É o que acontece, por exemplo, no caso das premiadas obras “Bom dia, camaradas” (Editora Atlas), do angolano Ondjaki – escritor presente em Olinda nesta semana –, e “No país dos homens” (Companhia das Letras), do americano Hisham Matar, cuja infância e adolescência foram vividas no norte da África.

O posicionamento de crianças como narradoras abre espaço para que fatos como o militarismo, o autoritarismo, a perseguição política e a censura sejam avaliados simplesmente por suas consequências negativas, já que uma criança é livre de qualquer posicionamento político ou ideológico. Dessa forma, o leitor é exposto a uma narrativa feita por uma criança tocada pela crueldade a qual é exposta. É o que acontece, por exemplo, ao lermos sobre a invasão de escolas e o estupro de crianças por militares em Angola durante a guerra civil, no caso do livro de Ondjaki, e da perseguição política da polícia líbia ao pai da criança narradora, no caso da obra de Matar; ou seja, nós, como meros leitores, ao lermos tais estórias somos compelidos a também defender uma mudança, qual seja ela.

Perguntado sobre o livro “No país dos homens”, o escritor sul-africano J. M. Coetzee, radicado na Austrália e laureado com o Prêmio Nobel de Literatura, em 2003, descreveu-o como “a história comovente de uma criança exposta cedo demais à crueldade da política líbia[1]. O comentário tecido por Coetzee e a ampla aceitação de romances como os dois aqui citados** demonstram que os novos ventos que pairam sobre a África agradam a todos, sejam africanos ou estrangeiros.

Alan Curry, britânico, empresário do ramo socioambiental e presente no continente africano desde 1974, também é alguém que cultiva profundas esperanças no projeto desenvolvimentista na África[2].

Em entrevista especial***, Curry considera que “o acesso à informação e a locomoção melhorou consideravelmente: a conectividade mudou de simples transmissões de notícias locais para um sistema de comunicação conectado com o resto do mundo; cabos de fibra óptica conectam indivíduos ao redor do continente com a internet; linhas aéreas agora cruzam todo o continente[2].

A conectividade entre africanos e o resto do mundo pode também ser expressada em termos econômicos: o fluxo de dólares entre os países desenvolvidos e as nações africanas não mais é caracterizado estritamente pelas doações, mas, sim, também em investimentos. Mais do que investimentos estrangeiros diretos que visam somente a expansão de mercados consumidores, o crescente fluxo de dólares é resultado de uma série de projetos que buscam estruturar os bens públicos globaispor definição, bens impreteríveis para manutenção das atividades privadas em todas as nações, como, por exemplo, a saúde pública, a soberania nacional e o respeito à propriedade privada[3][4].

A preocupação em torno dos bens públicos no novo milênio é inaugurada pela obra editada pelas Nações Unidas em 1999, de autoria dos economistas Inge Kaul, Isabelle Grunberg e Marc A. Stern: “Global Public Goods: International Cooperation in the 21st Century[4]. Dentro do estudo, a África aparece em diversas situações como umas das principais regiões onde se deve intervir, a fim de garantir a ordem e a estabilidade das atividades privadas em escala mundial. Dentro do estudo, o continente africano relaciona-se a quase todas as questões globais, como as mudanças climáticas, a imigração, o controle de epidemias e o terrorismo[4].

Isto explica, em partes, as causas da crescente presença internacional na África, sendo esta uma das principais fontes das mudanças estruturais que vem ocorrendo dentro do continente africano: são inúmeros os exemplos de projetos propostos por órgãos internacionais que visam, principalmente, a provisão dos bens públicos globais; em outras palavras, é impossível dissociar totalmente o desenvolvimentismo africano da cultura material dovelho ocidente”.

Dentro deste grupo, ressaltam-se projetos como (i) “The Noor-Ouarzazate Concentrated Solar Power Project”, de 519 milhões de dólares, que visa substituir a produção de energia a partir de fontes não renováveis pela energia solar no Marrocos, liderado pelo Banco Mundial[5]; (ii) “Ebola Crisis Fund” e o “Ebola Recovery Multi-Donor Trust Fund”, ambos concebidos com o intuito de instaurar reformas estruturais nos países mais afetados pelo vírus ebola, a fim de evitar que este se torne uma epidemia global[6][7]; (iii) “Education for Sustainable Development in Africa”, liderado pelo Banco Africano de Desenvolvimento, que visa promover uma expansão da qualificação da mão de obra africana, um dos maiores entraves, segundo economistas, que empresas estrangeiras enfrentam ao estabelecerem-se na região[8].

O posicionamento estratégico que o continente africano assume no estudo dos bens públicos globais pode despertar interpretações enviesadas sobre o verdadeiro sentido do desenvolvimentismo africano. Ainda é possível encontrarmos em artigos jornalísticos ou em trabalhos acadêmicos distinções entreafricanos e ocidentais”; diferenciações de caráter ontológico[9]. Ou mesmo encontrar facilmente menções favoráveis a um “neocolonialismo”, como é o caso do artigo do historiador Paul Johnson para o The New York Times, em 1993: “Colonialism is back – and not a moment too soon[10].

Sabendo que estereótipos possuem profundas consequências políticas, Alan Curry acredita que tanto o europeu como o americano ainda não conhecem totalmente a cultura africana. Segundo Curry, os estrangeiros, “ao opinarem e representarem a África, ainda estão amarrados ao antigo estereótipo do ‘africano’, que é totalmente sem sentido assim como o antigo estereótipo a respeito do ‘latino’[2].

Tendo isto em vista, identifica-se dentro do continente africano uma elite cultural compromissada em desconstruir antigos estereótipos existentes sobre “o africano”, bem como em recuperar antigas expressões culturais tribais do esquecimento total. “Há um grupo muito bem educado, alguns deles educados no exterior, que entendem a conjuntura atual e se propõem a não fazer parte do problema, mas sim em solucioná-lo”, afirma Alan Curry sobre a jovem elite cultural[2].

Desconstruir antigos estereótipos passa ou pela adoção total de padrões de consumo do velho ocidente ou por uma gradativa fusão entre as duas culturas. No que diz respeito à primeira, são comuns os exemplos em que se propõe um acolhimento amplo da cultura moderna: é comum observarmos projeções de mercado realizadas por diferentes consultorias que têm como pressuposto a padronização do consumo entre africanos e os demais habitantes do globo, como é o caso de algumas projeções para o crescimento do uso de celulares para os próximos anos[11] e as estimações para o consumo de alimentos e bebidas superiores[12]****. Todas estas pesquisas utilizam variáveis de crescimento que assumem que o conjunto de preferências do africano, em certo período de tempo, será exatamente igual ao de um londrino ou ao de um nova iorquino.

Por outro lado, a desconstrução de estereótipos e a legitimação da cultura tradicional africana passam também pela disposição em fundir antigas tradições com a cultura moderna. Nesta linha, o movimento denominado por Mark Dery em 1993 como o Afrofuturismo é o exemplo principal[13]. Ainda que alguns críticos consideram que as origens deste movimento cultural estejam nos fatos ocorridos na década de 20 e de 30, foi a partir da década de 60, com a música cosmológica do jazzista Sun Ra e sua predileção pelo emprego de instrumentos eletrônicos como o teclado e sintetizadores, que o Afrofuturismo apresentou-se ao mundo[13].

A escritora e musicista africana Chardine Taylor-Stone, em artigo ao jornal britânico The Guardian, define o movimento como algo além de filmes e livros que utilizam correntemente da ficção científica como tema principal. Para ela, o movimento trata-se de uma tentativa por parte dos artistas de, ao mesclar a tradicional cultura africana com a cultura contemporânea, conectar indivíduos da afrodiáspora com a cultura de seus ancestrais, a fim de que esta não se perca com o passar dos anos[14].

Porém, mais do que isso, o Afrofuturismo aparece como expressão artística que visa, acima de tudo, iluminar as tradições africanas. Em outras palavras, utilizando da crescente visibilidade no cenário mundial, membros da elite cultural africana lutam para apresentar uma cultura autêntica, verdadeiramente autóctone.

Emergem também em diferentes partes da África polos de produção de cultura em massa que, de certa maneira, buscam emancipar antigas tradições africanas. Nollywood, nome dado à produção de filmes na Nigéria, especializou-se na produção de películas não somente em inglês, mas também em dialetos locais como o yoruba. Em 2009, a Unesco divulgou uma nota onde afirma que Nollywood é o segundo maior polo cinematográfico do mundo, com um movimento anual de 250 milhões de dólares[15].

De alguma forma, este processo de resgate das raízes culturais africanas remete às próprias origens da cultura brasileira, principalmente no que diz respeito ao surgimento do movimento antropofágico e o fim da República Velha, no final da década de 20. Ambos os momentos históricos nos são apresentados como lados de uma mesma moeda.

A certa altura do livro, Suleiman, a criança narradora do livro “No país dos homens”, tenta não escutar os comentários machistas que adultos situados sob suas costas fazem a respeito do largo vestido usado por sua mãe, a quem o narrador tanto ama e teme em perder; da mesma forma, nesta semana, em Olinda, viajantes poderão virar as costas para o horizonte com o intuito de não imaginar navio negreiro algum, mas sim de avistar, somente, os africanos que ali estão a conferir palestras e a assinar livros. Ambos os casos são retratos do posicionamento da cultura africana frente à modernização atual: de costas ao passado autoritário e com um olhar fixo ao futuro, caminhando rumo à conquista de seu espaço em um mundo globalizado.

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* Município turístico localizada no Estado de Pernambuco, Brasil, situada na região metropolitana da Capital do Estado, Recife.

** Poderíamos prosseguir citando outros estimados romances políticos situados na África, como “Desgraça”, do próprio J. M. Coetzee; “Meio sol amarelo”, de Chimamanda Adichie; e “Wizard of the Crow”, de Ngũgĩ wa Thiongo.

*** A entrevista está anexada à esta Análise.

**** Neste caso, a palavra “superior” foi empregada de forma similar ao vocabulário técnico utilizado por economistas para se referirem a produtos de luxo, como derivados do leite, bebidas alcoólicas e outros que demandam uma renda maior para o consumo.

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Imagem (FonteAfrican Travel Concept):

http://atctravel-blog.com/tag/south-africa/

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://zunguzungu.wordpress.com/2011/05/06/in-the-country-of-men-part-two/

[2] Entrevista especial de Alan Curry concedida ao autor.

[3] KAUL, I; GRUNBERG, I; STERN, M, A. Defining global public goods. In: KAUL, I; GRUNBERG, I; STERN, M, A. Global public goods: international cooperation in the 21st century. New York: Oxford University Press, p. 2-19, 1999.

[4] VerThe Wall Street Journal”:

http://online.wsj.com/articles/SB10001424052702304422704579571363402013176

[5] VerBanco Mundial”:

http://www.worldbank.org/en/news/loans-credits/2014/09/30/morocco-noor-ouarzazate-concentrated-solar-power-plant-project

[6] VerEbola Crisis Fund”:

http://www.ebolacrisisfund.org/the-fund/

[7] VerBanco Mundial”:

http://www.worldbank.org/en/topic/ebola/overview

[8] VerBanco Africano de Desenvolvimento”:

http://www.afdb.org/en/projects-and-operations/project-portfolio/project/p-z1-iad-016/

[9] VerMail & Guardian”:

http://www.thoughtleader.co.za/vusigumede/2009/09/30/africa-andor-africans-must-confront-prejudice-and-stereotypes/

[10] VerThe New York Times”:

http://www.nytimes.com/1993/05/16/magazine/l-colonialism-s-back-217793.html

[11] VerThe Guardian”:

http://www.theguardian.com/world/2014/jun/05/internet-use-mobile-phones-africa-predicted-increase-20-fold

[12] VerThe Guardian”:

http://www.theguardian.com/world/2013/may/08/nigeria-champagne-sales-growth-second-highest

[13] VerAfrofuturism”:

http://web.archive.org/web/20091214211308/http://czem.sonance.net/afrofuturism

[14] VerThe Guardian”:

http://www.theguardian.com/science/political-science/2014/jan/07/afrofuturism-where-space-pyramids-and-politics-collide

[15] VerPor dentro da África”:

http://www.pordentrodaafrica.com/cultura/nollywood-o-cinema-da-africa-que-surpreendeu-o-mundo

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ANEXO – ENTREVISTA COM ALAN CURRY

 

Testemunho sobre o Quênia

1) First of all, could you please describe a little bit about your work on Kenya?

I worked in Kenya for 4 years managing my organisation’s activities in around 20 countries in Sub Saharan Africa and left in September 2013. The activities were mainly educational and cultural programmes funded in part but not exclusively by the UK government. We also taught English and delivered exam services in a number of countries. This was my latest and probably last job in Africa – my first one was in 1974 when I worked as a geologist in Niger immediately after I left university.

The first thing I need to say about Africa is that conditions have improved enormously over the last 40 years. Connectivity has changed from limited local television and radio to satellite television showing global news. Networks of fibre optic cables down both east and west Africa have taken internet to enormous numbers of mainly urban people. National airlines criss-cross the continent – Kenya airlines alone flies to around 30 countries in the region and there are now flights to not just Europe but also Asia, the US and Latin America. In addition low cost airlines are starting to challenge the major ones. All of these are positive factors, reflecting much improved economies across the region but the biggest issue for all countries is how much of their population will share in this success? Not too many is all to often the depressing answer.

Population growth in the region has been enormous. At independence in 1963 the population of Kenya was 9m. It is now 46m. Health and Education systems have struggled to keep pace with this growth and the quality of service provision often falls far short of what is needed. Job creation to provide sufficient opportunity for the increased population of working age has also proved difficult, effectively impossible. These challenges can be recognized in all countries in the region.

Most countries now hold democratic elections that are internationally credible however huge challenges continue around quality of governance, accountability and corruption.

2) What were your perception about youth in Kenya, regarding democracy, politics and development? Are they increasing their engagement in dealing with this issues?

Any discussion of youth has to be done against the backdrop of the current Sub Saharan Africa as I have described it above. Youth now have a much better developed global view than any previous generation, thanks in large part to satellite television. Their own cultures tend to be better developed than previously and are more “rap” than “tribal” in nature although there is some fusion between the two. When it comes to Youth’s perceptions of democracy, politics and development that is highly varied. There is a sophisticated, well educated group, some of them educated overseas, many in private schools who

understand how things work and find themselves having to choose between being part of the problem or developing new solutions. Many of them are children of the rapidly growing middle class which itself is one of the key drivers for change across the region. Those who are not in this group tend to have a poor quality of education, don’t meet the standards needed by employers and are largely condemned to a life of unemployment or underemployment.

3) Recently I read an excellent book called “Orientalism”, by Edward Said, which deals with false stereotypes that oriental studies in Europe and USA use to have; stereotypes that have important political implications. In your point of view, do false stereotypes regarding Africa exist too? And if so, do they have serious political consequences?

Stereotypes are an issue but a changing one. The old opinion of the UK as the former colonial power is disappearing – most Africans were born long after their country’s independence and tales of colonialism have limited resonance for them. Similarly in the UK the colonial period was a long time ago and even the Commonwealth, composed largely of former colonies is seen as a vague and ineffectual body. New stereotypes have been built around dependency on donors both bilateral, particularly the Chinese, and multilateral. Little is said about the failure of Africa to move beyond being a stereotypical source of Natural Resources, be it wood, oil&gas or agri-industry. Views of Africa from the outside are still largely stuck in a generalized stereotype of “the African” which is as meaningless as is a stereotype of “the Latin American” – the diversity in Africa is as great if not greater than it is in Latin America and any attempt to generalize is not helpful.

4) Finally, do you think that militarism, autoritarism, poverty and prejudices, as themes that haunt African society, are themes that are being deconstructed by African youth?

I don’t think that these themes are being deconstructed rather they are changing shape. Al Shabab and Boko Haram have replaced earlier dissenting groups and are in many ways much deadlier. The nature of the challenge around Education has changed. Access has improved greatly and the issue now is Quality and standards. The Authoritarian nature of many regimes has changed. For example the previously murderous rule in Rwanda has been replaced a benevolent but still strict one. Poverty continues to haunt the region, much reduced, but still there and with a big impact on the quality of life of many. African Youth now has a much more complex world to understand than previous generations had and there are many signs that at least some of them are thriving in it – for example there is now a software development hub in Nairobi with many small, new high tech business startups associated with it.

To finish, much remains to be done in Africa and many new challenges will emerge – the epidemic of Ebola being the latest – however to indulge in a stereotype myself, Africans are resilient, cope with adversity and will, I’m sure continue to build upon the progress that can be seen all across Sub Saharan Africa.

Pedro Frizo - Colaborador Voluntário

Economista pela ESALQ-USP, é atualmente mestrando em Sociologia pelo Programa de Pós- Graduação do IFCH-UFRGS. Foi pesquisador do Programa de Mudanças Climáticas do Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (IDESAM). Atualmente desenvolve pesquisas na área de Sociologia Econômica, Economia Política e Sociologia do Desenvolvimento. Escreve no CEIRI Newspaper sobre economia e política africana, como foco em Angola, Etiópia e Moçambique

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