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As mudanças na política de atração de investimentos da China

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O Conselho de Estado da China está procurando modificar a sua política de investimentos visando à maior atração dos mesmos. Este gesto reflete os esforços da China com a sua adequação às regras e padrões internacionais. A entrada do país na Organização Mundial do Comércio (OMC) no ano de 2001 é um marco deste processo. Os investimentos estrangeiros diretos na economia chinesa cresceram em 4,1% em 2016, tendo alcançado o montante de US$ 133,7 bilhões nesse mesmo ano.

Por outro lado, atores como os Estados Unidos e a União Europeia criticam o ritmo de abertura da sua economia, visto que desejariam ter um acesso com maior liberdade em um mercado de cerca de 1,4 bilhão de pessoas. A China protege setores estratégicos, por vezes barrando a entrada de empresas estrangeiras até que suas empresas desenvolvam competitividade para concorrer internacionalmente.

Crescimento do PIB e da inflação na China de 1978-2010

A disponibilidade de infraestrutura moderna, mão de obra qualificada e de baixo custo (se comparado ao padrão dos países desenvolvidos do Ocidente) e a conexão com as outras economias do leste asiático são fatores de atração para investimentos estrangeiros. No ano de 2015, três novas zonas de livre comércio foram estabelecidas em Tianjin, Fuzhou e Guangzhou.

As medidas delineadas pretendem estimular a liberalização de setores financeiros e bancários, de contabilidade e auditoria, além de setores manufatureiros intermediários. O Governo busca ainda estimular parcerias para a exploração de recursos energéticos não tradicionais como o gás e o óleo de xisto. Adicionalmente, pretende-se atrair empresas dos setores de energia renovável, robótica, design industrial e inovação.

Por fim, visando sintetizar esta narrativa, é possível afirmar que a China pretende promover um ambiente de negócios mais adequado ao regime e às normas internacionais, mesmo que isso ocorra no seu próprio ritmo e em ligação com a competitividade de suas próprias corporações empresariais. A circular emitida pelo Conselho de Estado do país enfatiza ainda a sua preocupação com as regras de propriedade intelectual.

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Imagem 1 A moeda chinesa, Yuan (Renminbi)” (Fonte):

http://maxpixel.freegreatpicture.com/Rmb-Bank-Note-Chinese-Yuan-Asia-Money-China-938269

Imagem 2 Crescimento do PIB e da inflação na China de 19782010” (Fonte):

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/thumb/7/71/China_1978-2010.jpg/320px-China_1978-2010.jpg

Ricardo Kotz - Colaborador Voluntário

Mestrando no programa de Pós Graduação em Relações Internacionais pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), atuando na linha de Economia Política Internacional. Possui especialização em Estratégia e Relações Internacionais Contemporâneas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Graduado em Relações Internacionais pela Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA). Agente consular junto ao Consulado Honorário da França em Porto Alegre, atuando paralelamente no escritório RGF Propriedade Intelectual, no período de 2013-2015.

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