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As potências ocidentais e seus aliados árabes passaram a pressionar a Síria e o Regime do presidente Bashar al-Assad. As manifestações têm variado de tom e exigência, mas todos estão coordenados no discurso de que o Presidente pare de usar da violência contra o povo, abandone as operações de segurança e aceite as inspeções da ONU, pois as respostas do governo estão sendo consideradas inadequadas para garantir a estabilidade social.

 

Apesar de haver variados interesses envolvidos entre os solicitantes, as denúncias feitas por “Organismos Internacionais”, “Organizações Não-Governamentais Internacionais de Direitos Humanos” e pelas “Nações Unidas” chegam à casa de 2.200 mortos pela repressão governamental.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, mostrou-se como uma espécie de caixa de ressonância dos demais líderes mundiais ao afirmar que Assad não tem cumprindo suas promessas.

Em suas palavras: “É perturbador que não tenha cumprido com sua palavra (de interromper as operações militares e de segurança do governo). Isso foi o que me disse (que interromperia), claramente, quanto conversei por telefone com ele. Vários governantes do mundo falaram com ele para que parasse imediatamente com as operações militares, com as quais mata seu próprio povo. Deveria fazer isso (interromper as operações). (Assad) viu e ouviu todos esses chamados sérios e urgentes e espero sinceramente que ele realize isso (para com a violência)”*.

O governo britânico foi direto no recado e está exigindo a saída do Presidente. O vice-primeiro-ministro, Nick Clegg, foi explícito: “É hora de Assad sair. É essencial para o futuro da Síria como a saída de Kadafi é para a Líbia” **.

A Arábia Saudita está fortalecendo o coro e já na semana passada se tornou o primeiro país do mundo árabe a reprovar publicamente o governo sírio pela morte de civis. Analistas têm afirmado que o interesse dos sauditas é confrontar o Irã, pois os iranianos são os principais aliados do governo sírio e, de acordo com observadores, a intenção é afastar Assad do Irã.

No entanto, não são poucos os que identificam que neste momento o intuito não pode mais estar relacionado a isto. Muitos têm levantado a contradição entre o discurso saudita e a forma como tem agido em relação às atuais revoltas no mundo árabe e islâmico, razão pela qual concluem que a ideia só deve ser dar um recado para o governo que virá e não mais para o atual Presidente, uma vez que a opinião geral é de que Bashar al-Assad também cairá, tal qual é a consideração dos intérpretes das revoltas no mundo árabe de que a revolta na Líbia está em seu momento final.

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*Fonte:

http://www.jb.com.br/internacional/noticias/2011/08/22/siria-ki-moon-afirma-que-assad-falhou-em-cumprir-promessas/

** Fonte:

http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI5307839-EI17839,00-UE+vira+a+pagina+Kadafi+na+Libia+e+coloca+Assad+em+cheque.html

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Marcelo Suano - Analista CEIRI - MTB: 16479RS

É Fundador do CEIRI NEWSPAPER. Doutor e Mestre em Ciência Política pela Universidade em São Paulo e Bacharel em Filosofia pela USP, tendo se dedicado à Filosofia da Ciência. É Sócio-Fundador do CEIRI. Foi professor universitário por mais de 15 anos, tendo ministrado aulas de várias disciplinas de humanas, especialmente da área de Relações Internacionais. Exerceu cargos de professor, assessor de diretoria, coordenador de cursos e de projetos, e diretor de cursos em várias Faculdades. Foi fundador do Grupo de Estudos de Paz da PUC/RS, do qual foi pesquisador até o final de 2006. É palestrante da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra (ADESG-RS), tendo exercido também os cargos de Diretor de Cursos e Diretor do CEPE/CEPEG da ADESG de Porto Alegre. Foi Articulista do Broadcast da Agência Estado e do AE Mercado (Política Internacional), tendo dado assessoria para várias redes de jornal e TV pelo Brasil, destacando-se as atuações semanais realizadas a BAND/RS, na RBS/RS e TVCOM (Globo); na Guaíba (Record), Rádioweb; Cultura RS; dentre vários jornais, revistas e Tvs pelo Brasil. Trabalhou com assessoria e consultoria no Congresso Nacional entre 2011 e 2017. É autor de livros sobre o Pensamento Militar Brasileiro, de artigos em Teoria das Relações Internacionais e em Política Internacional. Ministra cursos e palestra pelo Brasil e no exterior sobre temas das relações internacionais e sobre o sistema político brasileiro.

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