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Assad visita Moscou e agradece a Putin por ataques aéreos na Síria

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O Presidente da Síria, Bashar AlAssad, viajou para Moscou na noite desta terça-feira, dia 20 de outubro de 2015, para agradecer pessoalmente ao Presidente da Rússia, Vladimir Putin, por seu “apoio militar[1], em uma visita surpresa que destacou como a Rússia se tornou uma peça-chave no Oriente Médio. Esta foi “a primeira viagem de Assad ao exterior desde a insurgência da crise síria[1], em 2011, e ocorre três semanas após a Rússia iniciar uma campanha de ataques aéreos contra militantes islâmicos na Síria, dando reforço às tropas de Assad[1].  

O Kremlin manteve a visita em segredo até a manhã de quarta-feira, dia 21, transmitindo o encontro entre os dois presidentes no Kremlin e divulgando uma versão escrita da conversa que tiveram. “Primeiramente queria expressar minha enorme gratidão à toda liderança da Federação Russa pela ajuda que estão dando na Síria[2], disse Assad a Putin. Complementando: “Se não fosse por suas ações e suas decisões, o terrorismo que se espalha na região teria tomado uma área maior e se espalhado por um território maior ainda[2].

Putin declarou que esperava que o progresso da frente militar fosse seguido por ações para uma “solução política na Síria[3], reforçando esperanças ocidentais de que Moscou irá usar sua crescente influência em Damasco para persuadir Assad a conversar com seus oponentes. O Presidente russo afirmou ainda que a Rússia está pronta para ajudar a encontrar uma solução política e saudou o povo sírio por enfrentar os militantes “quase sozinhos[3], dizendo que o Exército Sírio conseguiu, recentemente, bons sucessos em campo. “Estamos prontos para fazer nossa contribuição não só no curso de ações militares na luta contra o terrorismo, mas durante o processo político[3], disse Putin, de acordo com a versão transcrita, divulgada pelo Kremlin.

A Rússia tem feito intervenções militares na Síria desde 30 de setembro. O Ministério da Defesa da Rússia assegura que suas operações têm como alvos o grupo jihadista Estado Islâmico (EI) e outras organizações “terroristas[3] hostis ao Governo. Pelo menos 370 pessoas morreram desde o início das ofensivas da Federação Russa, de acordo com a Ong Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH). Entre os mortos, estão 243 rebeldes e 127 civis. O diretor do OSDH, Rami Abdel Rahman, afirmou que entre os combatentes mortos estão 52 do grupo EI[3].

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Imagem (Fonte):

http://www.front.bg/world/rusija/asad-na-gosti-na-putin

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Fontes Consultadas:

[1] Ver:

http://www.reuters.com/article/2015/10/21/us-mideast-crisis-assad-putin-idUSKCN0SF0I020151021

[2] Ver:

http://www.theguardian.com/world/2015/oct/21/bashar-al-assad-thanks-russia-vladimir-putin-syria-airstrikes

[3] Ver:

http://www.aljazeera.com/news/2015/10/syria-assad-met-russia-putin-moscow-151021064340109.html

Wladimír Tzinguílev - Bulgária

De nacionalidade Búlgara, é Mestre em Segurança Corporativa (2012) pela Universidade de Economia Nacional e Mundial (UNSS, Sófia). Atua na área de Segurança Pública, Segurança Corporativa e Diplomacia Corporativa com foco nos países do Leste Europeu, sendo referência em questões relacionadas a Península Balcânica, Turquia e Rússia. Atualmente é jornalista e editor de notícias internacionais da Televisão Nacional da Bulgária (BNT).

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