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Assembleia Nacional Francesa aprova a política econômica do Gabinete do Primeiro-Ministro Manuel Valls

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No dia 29 de abril, os deputados da “Assembleia Nacional Francesa” ratificaram o plano de governo apresentado pelo “Presidente da França”, François Hollande, e seu “Primeiro-Ministro”, Manuel Valls. Segundo os pronunciamentos do Gabinete presidencial, o pacto vai ajudar o país que está “em um momento decisivo de possível saída da crise, onde a questão é saber como a França vai assegurar a retomada que se propõe[1]. O plano passou por pouco pelo crivo dos Deputados, com 265 votos favoráveis, 232 contrários e 67 abstenções. A surpresa foi a alta taxa de membros – quarenta Deputados – do Partido Socialista que se abstiveram da votação[2].

O novo “Primeiro-Ministro da França”, Manuel Valls, havia anunciado no início do mês um pacote para a recuperação econômica do país. Com menos de um mês no cargo, Valls já havia declarado que o saneamento das contas públicas é uma prioridade de sua gestão. Sua meta é enxugar o orçamento do Governo em 50 bilhões de euros entre 2015 e 2017. Conforme declarou: “-Sou obrigado a dizer a verdade para o povo francês. Nosso gasto público representa 57% de nossa riqueza nacional. Não podemos viver um modo de vida além de nossos meios [financeiros][3].

De acordo com o plano mais de 21 bilhões de euros serão cortados dos benefícios sociais e pensões, além do congelamento de aumentos de servidores estatais e a realização de planos de demissão voluntária. As medidas são impopulares com políticos da própria base do Partido Socialista”, que percebem o novo Primeiro-Ministro como um homem da direita política que abandonou os ideais socialistas de igualdade.

Citado pelo “Wall Street Journal”, o deputado Christian Paul afirmou que “- [Os socialistas] não fomos eleitos em 2012 para empobrecer milhões de franceses[3]. As medidas de ajuste fiscal se concentram em boa parte na rede de seguridade social, gerando protestos por parte dos sindicatos de trabalhadores[4]. Durante as comemorações do “Dia do Trabalho”, duas centrais sindicais fizeram uma marcha separada das outras centrais de tendência governista. Jean Luc Mélenchon, deputado do “Parlamento Europeu”, discursou aos trabalhadores dizendo que o plano é um veneno que matará a França[5].

Manuel Valls é uma aposta do presidente François Hollande após a renúncia de Jean-Marc Ayrault. Tendo anteriormente ocupado o cargo de “Ministro do Interior” no mesmo Governo, Valls é caracterizado como um político arrojado que procura modernizar seu partido e a visão da esquerda na França, reconciliando-a com ideais economicamente liberais[6].

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Imagem (Fonte):

http://www.lepoint.fr/images/2014/04/28/manuel-hollande-jpg-jpg-2604132-jpg_2242169.JPG

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.lepoint.fr/politique/pacte-de-stabilite-hollande-et-valls-defendent-leurs-choix-economiques-28-04-2014-1816747_20.php

[2] Ver:

http://tempsreel.nouvelobs.com/politique/20140429.OBS5558/en-direct-plan-de-stabilite-valls-a-l-assemblee-pour-convaincre-la-majorite.html

[3]Ver:

http://online.wsj.com/news/articles/SB10001424052702304311204579505432915544114

[4] Ver:

http://www.dw.de/french-far-left-and-unions-protest-socialist-austerity-plans/a-17563620

[5]Ver:

http://www.20minutes.fr/societe/1365369-en-direct-defiles-du-1er-mai-marine-le-pen-revendique-20-000-supporters-les-syndicats-en-ordre-disperse

[6] Ver:

http://www.newyorker.com/online/blogs/newsdesk/2014/04/the-rise-of-manuel-valls-and-the-french-crisis.html

 

Leonel Victor Soares Caraciki - Colaborador Voluntário

Mestre em História pelo Programa de Pós-Graduação em História Social - UFRJ. Realiza Especialização em Relações Internacionais pela PUC-RJ.

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