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Atentado em Museu Judaico de Bruxelas deixa três mortos

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Um atentado ocorrido no Museu Judaico de Bruxelas neste sábado, dia 24 de maio, deixou quatro vítimas fatais. Dentre elas, um casal identificado como Emanuel e Miriam Riva, de nacionalidade israelense. Os mortos foram atingidos por disparos na área do rosto e garganta. Uma dezena de visitantes está em observação por encontra-se em estado de choque[1][2].

Às 16 horas, uma pessoa não identificada abriu fogo contra os visitantes do Museu e fugiu em seguida. De acordo com o circuito interno de segurança, o atirador foi conduzido de carro até o local por uma outra pessoa, também não identificada. A polícia, até o momento, não tem pistas do paradeiro do perpetrador do crime.

Em comunicado oficial citado pelo jornal RTBF, o Primeiro-Ministro da Bélgica,Elio Di Rupo, afirmou que: “O governo belga expressa seu apoio à comunidade judaica da Bélgica e as organizações judaicas. Nosso país e todos os belgas, seja qual for sua língua, sua origem ou suas convicções estão unidos face a este ato. Continuaremos atentos à situação com todos os canais de serviços disponíveis[3]. Na conta de Twitter do Primeiro-Ministro foi veiculada a mensagem: “Chocado pelos eventos em Bruxelas. Minha sincera solidariedade e apoio para as famílias e os entes queridos das vítimas[3].

De acordo com Joel Rubinfeld, Presidente da Liga da Bélgica contra o Antissemitismo, em entrevista ao jornal Financial Times, o ataque não era totalmente inesperado: “Durante os últimos anos permitimos que discursos antissemitas corressem soltos; esse tipo de linguagem violenta forneceu munição aos terroristas. De acordo com Rubinfeld, a ascensão da extrema-direita política fez com que a retórica antissemita mais aceitável, a legítima. Isto é preocupante, muito preocupante[4].

Em visita a Israel, o Papa Francisco declarou ao jornal britânico The Telegraph: “Com dor no coração, eu penso naqueles que perderam suas vidas no cruel ataque ocorrido ontem em Bruxelas. Eu confio as vítimas à mercê de Deus e rogo pela recuperação dos feridos[5]. O Primeiro-Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou:“Existem elementos na Europa que se apressam em condenar a construção de um prédio em Jerusalém, mas não se apressam a condenar, ou só oferecem uma fraca condenação – do assassinato de judeus na Europa e, pior ainda, parabenizam a união política com terroristas como o Hamas, que prega a destruição do Estado de Israel. Protestamos e nos opomos a tal hipocrisia[5]. Em síntese, Netanyahu afirmou ao seu colega belga que está bastante preocupado com o aumento do antissemitismo no continente europeu[5].

Outros líderes da Europa condenaram o ataque e medidas de segurança da comunidade judaica foram reforçadas. O episódio é especialmente preocupante quando outros episódios de antissemitismo e de disseminação de ideias da extrema-direita ocorreram recentemente no continente europeu[6][7].

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Imagem (Fonte):

https://i.telegraph.co.uk/multimedia/archive/02921/Brussels_2921806c.jpg

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Fontes consultadas:

[1] Ver:

http://www.algemeiner.com/2014/05/24/three-killed-in-shooting-at-brussels-jewish-museum/

[2] Ver:

http://www.buzzfeed.com/gavon/at-least-three-dead-in-shooting-near-the-brussels-jewish-mus

[3] Ver:

http://www.rtbf.be/info/belgique/detail_fusillade-dans-le-quartier-du-sablon-a-bruxelles?id=8276515

[4] Ver:

http://www.ft.com/cms/s/0/fdf81c76-e36c-11e3-b1c4-00144feabdc0.html?siteedition=uk#axzz32iwdPxST

[5] Ver:

http://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/middleeast/israel/10855332/Brussels-shooting-Benjamin-Netanyahu-condemns-weak-European-response-to-Jewish-centre-attack.html

[6] Ver:

http://jornal.ceiri.com.br/o-affair-dieudonne-entre-a-liberdade-de-expressao-e-o-antissemitismo/

[7] Ver:

http://jornal.ceiri.com.br/ressurgimento-do-antissemitismo-e-da-extrema-direita-na-europa-preocupa-liderancas-judaicas/

         

Leonel Victor Soares Caraciki - Colaborador Voluntário

Mestre em História pelo Programa de Pós-Graduação em História Social - UFRJ. Realiza Especialização em Relações Internacionais pela PUC-RJ.

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